30/12/2019 às 18h55min - Atualizada em 30/12/2019 às 18h55min

Vereador Antônio Carrijo assume presidência da Câmara de Uberlândia

Vereadores atendem à determinação da Justiça, que acatou pedido do MPE para recompor mesa diretora interinamente

SÍLVIO AZEVEDO
Situação foi formalizada em reunião com o juiz plantonista no Fórum de Uberlândia | Foto: Sílvio Azevedo
Mesmo sem sessões ordinárias, os vereadores de Uberlândia que ainda possuem mandato realizaram uma reunião nesta segunda-feira (30) e definiram que Antônio Carrijo (PSDB) será o presidente interino da Câmara Municipal. A reunião aconteceu após a Justiça de Uberlândia acatar um pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para que fosse realizada a recomposição da mesa diretoria após a prisão de 20 vereadores durante a Operação Má Impressão, há 15 dias. Ainda seguem presos no Presídio Jacy de Assis 14 vereadores, entre eles, o atual presidente, Hélio Ferraz- Baiano (PSDB).

Além de Antônio Carrijo como presidente, os vereadores nomearam Adriano Zago (MDB) como 1º secretário e ordenador de despesas interino, cargo então ocupado por Ronaldo Alves (PSC), que também se encontra preso.

“Na parte da manhã reunimos e decidimos respeitar o Poder Legislativo, o regimento interno prevê que o vereador com maior idade seja o presidente e em seguida, o ordenador de despesa, no caso Adriano Zago. Nós estamos assumindo interinamente essas posições”, disse Carrijo.

Participaram da reunião, Adriano Zago (MDB), Antônio Carrijo (PSDB), Michelle Bretas (Avante), Pastor Átila Carvalho (PP), Sargento Ednaldo (PP), Thiago Fernandes (PRP) e Walquir Amaral (SD). O único ausente foi Leandro Neves (PSD), que está em viagem.

Ainda de acordo com Carrijo, primeiramente os vereadores estão definindo as questões administrativas mais urgentes. “Temos contratos vencendo, pagamentos a serem feitos aos fornecedores que precisam ser renovados. Então, tudo isso vai ser feito a partir de agora. Todos os atos vamos comunicar ao Judiciário”.

O ordenador de despesas interino, Adriano Zago, afirmou que é um desafio assumir o posto da forma como foi, mas que os trabalhos da Câmara Municipal continuam e que ela precisa de comando para funcionar.

“Nós vereadores temos que nos unir. Somos representantes e ninguém se alegra com o que está acontecendo, muito pelo contrário, mas temos que tomar conta daquilo para qual fomos eleitos. Então, a Câmara precisa dessa gerência, desse comando, e nós estamos aqui para assumir isso”.

A princípio, segundo Zago, os primeiros atos serão para resolver as questões da vigilância, limpeza e o pagamento de salários e férias de servidores e assessores. “Os demais atos que forem sendo necessários, vamos reunir os oito vereadores para que façamos essa decisão em consenso. Está certo que eu e o Carrijo assinaremos, mas com a anuência deles”.

Ainda na tarde desta segunda, os sete vereadores se reuniram com o juiz plantonista da comarca de Uberlândia, Lorenço Migliorini, para apresentar o que foi definido na reunião da manhã e ainda tratar do serviço de vigilância da Câmara Municipal, já que o contrato com a empresa responsável se encerra hoje. Segundo Adriano Zago, será feita uma contratação de emergência do serviço e em breve uma nova licitação será realizada.

“A Câmara já vinha fazendo um processo, uma licitação de vigilância. Seis empresas apresentaram as suas propostas e teve a de menor preço que venceu. Pretendemos assinar um contrato emergencial com essa empresa e, depois de resolvida toda essa questão, verificar se ela tem condições de permanecer ou não”.

Posse dos suplentes
De acordo com o presidente interino da Câmara, Antônio Carrijo, os suplentes deverão tomar posse na primeira sessão de 2020. “Já foi acordado entre o Ministério Público e a Procuradoria da Casa que a posse dos suplentes será na primeira sessão de fevereiro. Não justifica a gente dar a posse agora se nós estamos em recesso”.

 
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