26/07/2017 às 17h26min - Atualizada em 26/07/2017 às 17h26min

'Transformers - O último Cavaleiro'

KELSON VENANCIO | COLUNISTA
Foto: Divulgação

 

O que fazer quando você já sabe que um filme vai ser muito ruim e que mesmo assim você terá de assisti-lo? No caso de um crítico de cinema como eu, a única opção é sofrer durante a exibição e tentar não dormir. O lado positivo é saber que após todo o sofrimento é possível fazer uma boa crítica pra "detonar" essas "bombas" cinematográficas que surgem de vez em quando (ou sempre).

E no caso de "Transformers - O último Cavaleiro" foi exatamente isso que aconteceu. A sala de projeção se transformou numa sala de tortura. Foi extremamente difícil assistir ao longa que tem aproximadamente duas horas e meia de duração. E como sempre digo, apenas o primeiro filme, lançado em 2007, me agradou. O segundo longa também foi legal, mas a partir de então a coisa desandou. A cada filme lançado, uma decepção maior que a outra, especialmente depois da mudança do elenco da franquia.

E quando a gente pensa que as coisas não podem piorar, surge mais uma continuação que tem um roteiro maluco e sem noção. A narrativa parte da premissa de que os robôs gigantes ajudaram a ganhar guerras medievais e colocam na trama personagens clássicos das histórias antigas como o Rei Arthur, Lancelot, Merlin e os Cavaleiros da Távola Redonda. O cajado de Merlin se torna a arma mais mortal e perigosa, capaz de destruir ou criar planetas ou no caso de transformar a terra em um novo mundo para os robôs, chamado de Unicron.

Os Dinobots, aqueles dinossauros de metal, estão novamente no longa e desta vez têm até filhotinhos. Não sei como um robô consegue reproduzir, mas... Tem também os robôs de barba e que fumam charutos, mesmo sem acendê-los. Outros que jogam basquete, falam espanhol e usam correntes gigantes. Até dragões cibernéticos de três cabeças aparecem no longa. No meio de tudo isso, temos um Optimus Prime perdido no espaço. Ele cai nas mãos de uma deusa, uma feiticeira robótica malvada que o transforma em um robô do mal, mas que logo na primeira luta com o Bumblebee, volta a ficar bonzinho depois de ouvir a voz do velho amigo, que nunca tinha falado antes e nem sei como ele conseguiu falar.

Temos as péssimas atuações de todo o elenco. Isabela Moner substitui a filha chata de Cade Yager e continua com a mesma chatice. Colocaram a Vivian que é a cópia da Megan Fox que nada faz na tela além de ser bonita. Mark Wahlberg não convence, mesmo sendo o principal personagem humano do filme. Não tem nenhuma função além de levantar uma espada no longa. E nem mesmo o veterano Anthony Hopkins agrada já que cai na onda das piadinhas forçadas que deveriam ser o alívio cômico da projeção, mas que só nos passa mais raiva.

E por fim temos os efeitos visuais que continuam deixando a gente tonto o tempo todo diante da poluição visual que já se tornou comum na franquia. Infelizmente, pelo fim do longa, teremos mais continuações. Fica aqui a nossa torcida para que o responsável por estas bombas, Michael Bay, se transforme nos próximos anos pra nos dar algo melhor.

Nota 3

FOTO: DIVULGAÇÃO

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