09/12/2021 às 08h00min - Atualizada em 09/12/2021 às 08h00min

Competências humanas

IVONE ASSIS
Educação é a chave para o progresso de toda e qualquer nação. O sistema educacional de um país funciona como DNA, pois é por meio dele que se identifica um povo. Pensando nisso, Janine Martins de Castro Santos publicou o livro “Espaço Aberto: um lugar de poder e competência”. Um espaço voltado para a qualidade e as estruturas da burocracia e do poder, convidando, assim, o leitor, a refletir sobre sua própria gestão. Pois, de acordo com Santos, as dominações, baseadas em Weber, são: a nacional, a tradicional, e a carismática. Estas podem ser: Governo, chefe, diretor; mas podem ser, ainda, pai, mãe, avós, amigo... ou seja, pessoas que lideram e conquistam, por seu exemplo.

Em “Espaço aberto: um lugar de poder e competência”, a escritora Janine Santos apresenta o resultado de anos de pesquisa, na área da Educação, aliviando, por meio da poética, a tensão que a temática impõe. O livro vai nos ensinando sobre o poder, a burocracia e afins no setor da Educação.

Na obra, tem-se: “a inexistência do conflito leva à falta de inovação, ao comodismo”, chamando a atenção para o fato de que, sem conflito, o sujeito fica estagnado. Afinal, como escreve Santos: “A mente criadora apresenta ideias inovadoras”. Será que a escola tem aproveitado essas mentes criadoras? E se não, o que falta? A criatividade é uma porta aberta.

Sabemos que Educação se fundamenta no estímulo, e também ela é repassada por meio do exemplo, sobre isso, aprendi com Janine Martins que a aprendizagem é um processo contínuo, que não se limita à sala de aula, pois se estende aos pais, à sociedade, ao governo, ao mercado empresarial. A obra “Espaço Aberto: um lugar de poder e competência”, apresenta questões sobre a Educação, no contexto qualitativo das relações professor/aluno, abarcando os setores da autonomia, do poder, da submissão, da competência, do ensino, dos embates culturais e outros. Assim, a autora tenta resgatar os aspectos burocráticos e os humanos da educação, a fim de mostrar que ensinar exige submissão, liderança, competência, ética e amor. Mas, não só. A obra é também uma fonte de ensinamento para o mercado de trabalho, especialmente nas funções de gestão, de liderança, de gerência e afins. Além dos ensinamentos do texto, brinda o leitor com dois lindos poemas, a saber: “O poder do ser humano” e “O diamante lapidado”.

Poeta e pedagoga, Janine Martins de Castro Santos atuou em sala de aula por 27 anos, quando aposentou-se pela Universidade Federal de Uberlândia. A partir daí, ela passou a contribuir, efetivamente, para a Cultura, sobretudo em Uberlândia. Dentre seus feitos, podemos destacar suas atuações no IAT – Instituto de Artes, Cultura e Ciências do Triângulo, e no Clube Soroptimista Internacional de Uberlândia, com serviços sociais que têm beneficiado centenas de jovens e adultos.

A obra Espaço Aberto traz questionamentos sobre a quem interessa a Educação; sobre como melhorar a educação; quais os grandes desafios do professor; qual a importância do livro, consequentemente, da leitura, para o desenvolvimento de uma nação promissora. Portanto, trata-se de um conteúdo, cujo ponto de convergência se dá por meio da conscientização de que sem conhecimento não há sucesso, e o conhecimento se inicia em sala de aula, e dali se segue como um campo a ser fertilizado, em todos os setores, e por toda a vida. Pois, feliz é o Educador que sabe aprender.

“Espaço Aberto” propõe uma nova imagem do docente por competência, fundada na responsabilidade de ensinar para a vida, o que pressupõe a capacidade de dizer – na condição de profissional autêntico – “Não sei”. É sob essa conotação humanista que esta obra almeja alcançar a compreensão do leitor, para que a competência do educador, mais e mais, se vincule aos propósitos de sua docência. É por meio da valorização do aluno como ser humano, como diamante lapidado, que se torna possível construir uma educação mais promissora, com base nas competências humanas.


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
 
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