03/06/2020 às 11h14min - Atualizada em 03/06/2020 às 11h14min

The Witcher

KELSON VENÂNCIO
NETFLIX/DIVULGAÇÃO
Confesso que quando comecei a assistir a série fiquei bastante frustrado com os dois primeiros episódios e por pouco não desisti de ver uma das séries que eu mais aguardava em 2019. E ainda bem que fui persistente pois com o desenrolar da trama acabei gostando bastante do resultado final. Mas é uma série bem parada no início e bastante complexa propositalmente.

Quando você começa a ver The Witcher você fica boiando em muitas coisas porque ela te mostra de cara vários reinos, inúmeros nomes, famílias e outras coisas que você nunca ouviu na vida e acaba sendo muitas informações de uma vez só que acabam confundindo sua cabeça, fazendo com que muitas pessoas desistam nos capítulos iniciais. Mas como aconteceu em Game of Thrones, logo você se acostuma e conhece todos que estão falando. Outro grande acerto, mas que também deixa todo mundo confuso, é a linha temporal da série. Ela mostra presente, passado e futuro dos personagens, mas sem deixar isso claro para o público. E muitas coisas que você assistiu pensando ser algo que está acontecendo naquele momento, já aconteceu há muito tempo. Isso também nos dá um “nó na cabeça” que só vai ser resolvido nos dois últimos episódios.

Em muitos momentos The Witcher parece ser exatamente como nos games. A série tem missões secundárias que fogem da trama principal, que não deixa de ser legal, mas claramente percebemos que é algo para “encher linguiça”.

Pra quem nunca leu os livros ou jogou o game, não temos muito da origem do personagem principal Geralt de Rivia e não sabemos ao certo quais são suas habilidades, poderes, etc. Mas sabemos que ele é um matador de monstros misterioso e que se envolve com duas personagens que são bastante exploradas na trama. Uma delas se torna até mesmo mais interessante que o próprio bruxo em determinados momentos do seriado. Os efeitos especiais, a trilha sonora, o figurino, a fotografia, a direção e principalmente as interpretações agradam bastante. Em The Witcher, ao contrário do que esperávamos, o astro Henry Cavill não se destaca mais do que os coadjuvantes. Até mesmo o parceiro de missões de Geralt, o cantor Jaskie é interpretado brilhantemente pelo jovem ator Joey Batey que acaba roubando a cena em muitas partes da série. Destaque também para a Anya Chalotra que interpreta muito bem a Yennefer numa metamorfose incrível da personagem.

Apesar de ser uma série complexa, cansativa nos primeiros episódios e sem a ação que a gente esperava, The Witcher agrada bastante principalmente por montar um quebra-cabeças bastante complicado e nos dar um final bem satisfatório e com gostinho de quero mais. Ansioso para a segunda temporada.
 
 
Nota 7



Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 
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