07/05/2020 às 08h28min - Atualizada em 07/05/2020 às 08h28min

Troco em Dobro

KELSON VENÂNCIO
DANIEL MCFADDEN/DIVULGAÇÃO
Para quem gosta de um bom filme de ação com cenas de perseguições, tiros e explosões, Troco em Dobro pode ser uma ótima pedida. É claro que essas características não são tão marcantes no filme já que além disso, o longa possui uma história bastante instigante com boas reviravoltas. E isso o torna ainda melhor.

Spenser (Mark Wahlberg), um ex-policial mais conhecido por causar problemas do que resolvê-los, acabou de sair da prisão. Mas ele se vê obrigado a ajudar seu antigo treinador de boxe Henry (Alan Arkin) e permanece na cidade de Boston mesmo com a intenção de ir embora. Quando dois ex-colegas de Spenser são assassinados, ele recruta Hawk (Winston Duke), um lutador de MMA, para ajudá-lo a investigar e levar os culpados à justiça.

Desde os primeiros minutos da projeção vimos que um policial é preso por cinco anos depois de afrontar o comandante da polícia. E como a corda geralmente arrebenta do lado mais fraco, o certo pagou pelo pecador. Mas a trama deste filme se torna muito interessante depois que Spencer sai da cadeia e mesmo fora da corporação começa a investigar mortes de policiais que aconteceram por causa da corrupção no sistema de segurança.

E apesar de muitos expectadores premeditaram a reviravolta que irá acontecer nessa história, ainda assim a narrativa continua interessante. O desfecho não é espetacular, mas é bem satisfatório e eu particularmente gostei bastante. Em meio a isso temos, como disse no início, as cenas de ação que felizmente não são exageradas e nem se sobrepõem ao roteiro. O filme também tem boas atuações de todo o elenco e consegue ter uma boa pegada cômica, especialmente do veterano e ótimo Alan Arkin e da namorada doida do personagem principal.

Troco em Dobro não é o melhor filme de ação que já assistimos, mas é sem dúvida uma ótima diversão disponível na Netflix. E pelo final que vimos, se a recepção for boa, temos uma ponta para uma continuação.
 
Nota 7




Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 
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