29/04/2020 às 08h45min - Atualizada em 29/04/2020 às 08h45min

Sonic

KELSON VENÂNCIO
Depois de ter a data de estreia adiada, não pelo coronavírus e sim por causa da revolta dos fãs que detestaram a versão gráfica mostrada do ouriço no primeiro trailer lançado, Sonic finalmente veio com tudo na tentativa de se redimir com esse público fanático pelo famoso game da Sega lançado em 1991.

Convenhamos que nem precisava conhecer o jogo da década de noventa pra observar que o visual do personagem havia realmente ficado bem tosco. Parecia um boneco digital esticado pelos criadores se tornando alto e magrelo, bem diferente da bolinha de pelo que estamos acostumados a ver na franquia de games. E acredito que essa atitude do diretor Jeff Fowler de refazer o filme para agradar os fãs tenha dado certo. A adaptação para as telonas não chega a ser excepcional, mas é bastante satisfatória. Nesta produção, como também acontece no filme dos Smurfs, o mundo imaginário do personagem só aparece em poucos minutos no início. Depois tudo passa a acontecer em uma pequena cidade dos Estados Unidos, numa estrada e em São Francisco.

Mas mesmo não sendo extremamente fiel ao mundo dos games, Sonic é recheado de “easter eggs” que agradam bastante os jogadores mais tradicionais.

A história, apesar de ser bem superficial e sem um peso dramático profundo, consegue alcançar um objetivo simples e ao mesmo tempo eficaz: nos divertir. Ou seja, Sonic tem no carisma do ouriço, nas pegadas cômicas e na interpretação de Jim Carrey seus pontos mais fortes. E isso agrada o público. O filme tem alguns errinhos bobos do tipo “ninguém no mundo pode me ver. Mas vou colocar um chapéu, óculos e um colete e dançar country, brigar em um bar e até jogar basquete (nesse caso sem as roupas citadas anteriormente).

E como é um filme cheio de fã-service que satisfez muita gente, nada melhor do que deixar algumas pontas para possíveis continuações. As duas cenas pós-créditos mostram isso e podem deixar aquele clima de “quero mais”.
 
Nota 7


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