19/02/2020 às 08h30min - Atualizada em 19/02/2020 às 08h30min

Adoráveis Mulheres

KELSON VENÂNCIO
Foto: Divulgação

Adoráveis Mulheres, escrito e dirigido por Greta Gerwig, é a oitava adaptação cinematográfica da obra autobiográfica “Little Women” de Louisa May Alvott lançada em 1868.

O filme explora a vida das irmãs March, nos anos 1860, na Nova Inglaterra, durante e após a Guerra Civil Americana. A nova adaptação se baseia mais na vida adulta das irmãs, particularmente após Meg, Jo e Amy abandonarem seu lar. O filme viaja pelo tempo e foca mais na diversidade temática do que na própria narrativa.

Este filme até poderia ser considerado um remake de outras produções lançadas nos cinemas anteriormente. Mas a diretora e roteirista Greta Gerwig faz uma nova adaptação de um dos clássicos da literatura norte-americana com características inovadoras que colocaram o longa como um dos indicados a categoria de “Melhor Filme” no Oscar 2020.

Mas eu confesso que assisti as duas horas e quinze minutos de projeção com bastante dificuldade. É que na primeira hora a história não estava me atraindo. O roteiro me parecia simples demais e sem objetividade. O tempo todo me perguntava: “onde querem chegar com essa historinha dessas meninas”? Tudo me parecia muito bobinho.

Mas na última hora minha concepção sobre “Adoráveis Mulheres” mudou bastante. O filme ganhou ritmo no segundo ato e partiu para uma excelente conclusão. A impressão que tive foi que depois de tanto tempo até mesmo as atrizes acordaram e interpretaram melhor as personagens. E aí tudo melhora. A trilha sonora, a fotografia, a dramaticidade, a intensidade e o desfecho.

Até mesmo a atriz Saoirse Ronan, que acho bem mediana para ter quatro indicações com apenas 25 anos, agrada bastante nessa produção e faz até aqui a melhor atuação dela em minha humilde opinião. Com “Adoráveis Mulheres” aconteceu algo que acredito nunca ter passado antes. Um filme cansativo, bobinho, desacreditado, que ia ter uma nota máxima de cinco, muda completamente minha opinião na segunda metade me deixando surpreso comigo. É como se fosse uma virada no placar do seu time de futebol preferido durante o segundo tempo de jogo.


Nota 8

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.













 

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