16/02/2020 às 08h30min - Atualizada em 16/02/2020 às 08h30min

Será que carnaval e vinho combinam?

ÉRIKA MESQUITA

A resposta é sim!

Sei que a maioria das pessoas ainda escolhe a cerveja, o chopp e a caipirinha como as bebidas oficiais do carnaval, mas os vinhos também são ótimas opções nessa época. Por isso hoje quero dar algumas dicas para passar o feriado em grande estilo, sem gastar muito.

Por ser uma época em que as temperaturas estão altas, especialmente em nossa região, os vinhos tintos mais encorpados não são as melhores escolhas. Se você quer beber vinhos descontraídos, vá de espumantes, brancos e rosés, que tem uma boa oferta em nossa cidade, tanto em lojas quanto em supermercados.

Os espumantes nacionais estão num nível ótimo de qualidade, em todas as faixas de preço. Você encontra ótimas opções a partir de R$ 40 especialmente se o método de elaboração for o Charmat, que deixa o produto mais barato. Se quiser um produto mais elaborado, procure aqueles que tenham no rótulo a indicação “método tradicional”.

São ótimas vinícolas com produtos à venda em nossa cidade: Casa Valduga, Salton, Nero, Aurora, Perini e Pizzato, com preços acessíveis.  Lembre-se que os espumantes tem uma classificação baseada no nível de açúcar: extra-brut, brut e demi-sèc, em ordem crescente de açúcar. Se preferir uma bebida mais adocicada, escolha um espumante moscatel, que com seus aromas florais é descontraído e pode ser bebido gelado.

Para os brancos procure os vinhos sem passagem por barrica de carvalho. Esses vinhos “barricados” ganham corpo e podem não cair bem se não acompanharem comida. Um Chardonnay ou Gewürztraminer brasileiros, um Sauvignon Blanc do Chile ou da Nova Zelândia ou ainda um Torrontés argentino são ótimas opções.

Para os rosés sempre gosto de falar algo importante: não seja preconceituoso. Como já escrevi em outro texto por aqui no Diário, esses são vinhos ainda manchados por uma reputação injusta. Não são “mistura de vinho branco com vinho tinto”, como já ouvi alguém dizer. São elaborados com o mesmo cuidado e a mesma técnica que todos os demais vinhos. Então, não procure num rosé o que encontrará apenas nos vinhos tintos, porque eles estão muito mais próximos de um vinho branco.

Procure rosés sem passagem por madeira se estiver à procura de um produto mais leve. A regra é a mesma para os brancos. Na América do Sul e em Portugal encontramos ótimas opções de preço nessa categoria de vinhos.

Por fim, lembre-se: divirta-se muito, mas se for dirigir, não beba!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.











 

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