08/02/2020 às 14h00min - Atualizada em 08/02/2020 às 14h00min

O que move o homem?

JOÃO BOSCO

Um homem, só, num carro estacionado no lado direito da Av. Rondon, próximo a um sinaleiro. No sinaleiro, na rua que cruza, uma mulher, só, ao volante, à espera do sinal abrir. Abriu, ela se foi. O homem da Rondon  saiu brusco da direita para a esquerda, furou o sinal e seguiu o carro da mulher.  Me cheirou cadela no cio.“Você quer insinuar que é a mulher que move o homem?”  Pode ser que sim, pode ser que não!  Uma vez, à procura de resposta, num churrasquinho de fundo de quintal, mencionei Nietzsche. Aaahh! Pra quê? Um acadêmico UFU-nietzscheano começou a discorrer sobre as possibilidades com tamanha erudição que me deixou a boiar. E para não afogar, eu dizia: Ah! Um! É! Ok! Hum! Rum, rum!  Outra vez, na mesma empreitada, puxei uma cadeira e sentei-me ao Banquete de Platão: pratos muito empolados, não digeri, engoli, não soube achar a resposta.  Mas, afinal, o que move o homem? Assunto muito complexo! A mim, naquele momento, confesso: a curiosidade. E o homem da Rondon? A va… “Corta!” Nelson Rodrigues talvez rasgaria o verbo, mas eu não sou Nelson!  Então digo: a vaidade!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


















 

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