01/12/2019 às 14h00min - Atualizada em 01/12/2019 às 14h00min

O Promotor, a Garota e o Tabaco

JOÃO BOSCO

Estava na banca de jornal da Tubal Vilela quando uma garota, linda, magrela, bem vestida, comprara um picado e ali mesmo o acendera, com charme. Sorvera o palheiro com tanto gosto que senti a nicotina espessa percorrer meus pulmões. Me fez lembrar do meu tempo de fumante, 20 anos atrás. Ai! Que saudade... saudade que não mato de jeito nenhum, porque se matar, ela me mata. O Brasil de agora é referência mundial na diminuição do consumo do fumo, ganhamos de países evoluídos. Mas tem umas coisas que me matam de rir. Parecem-me piada. Um Promotor, não sei de onde, bem intencionado, faz tempo, moveu uma ação bilionária contra as indústrias fumageiras para indenizar as potenciais vítimas do tabaco, a saber que quase metade do que os brasileiros fumam vem do Paraguai. Sabe-se que a sonegação e o contrabando hoje, juntos, atingem 50% do consumo nacional. Dou risadas da situação, não do Promotor. Em milhares de pequenos varejos, o produto nacional está virando artigo raro. Não demora, vão cobrar ágio. Eu, caso fumante, dispensaria a minha parte na ação e ficaria com a parte que me cabe em impostos sonegados.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.








 

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