16/10/2019 às 08h30min - Atualizada em 16/10/2019 às 08h30min

'Rambo'

KELSON VENÂNCIO
Foto: Divulgação

O tempo passou para o ator Sylvester Stallone que está com 73 anos de idade. Mas a vontade de continuar atuando e mostrando que apesar da idade ainda tem fôlego para encarnar um dos personagens mais icônicos da década de 80, não. "Rambo: Até o fim" é um filme que provavelmente encerra essa franquia e como homenagem e nostalgia vale a pena, mas está longe de ser aquele do passado.

O que me incomodou neste novo longa foi o roteiro melodramático que gira em torno do amor de John Rambo pela sobrinha teimosa que ele tem. Essa relação familiar, que definitivamente não estamos acostumados a ver nos filmes deste personagem, na minha opinião foi bem boba. Tudo bem que as tramas dos filmes anteriores não eram lá essas coisas, mas as cenas de ação compensavam e muito a falta de criatividade da narrativa.

Desta vez, a trama é muito cansativa e a falta de "Rambo detonando tudo" é uma falha que só chega na terceira metade da projeção. Porém chega com tudo e aí agrada o público que fica aliviado quando a matança começa no rancho do velho brucutu. Tudo bem que esse lance de túneis subterrâneos foi difícil de engolir, mas se a vida toda o veterano de guerra imaginava que dia ele iria usá-los para matar mexicanos, problema dele né?

“Rambo: Até o fim” é um longa pra aposentar de vez o personagem e como eu disse no início, para matarmos saudades dos clássicos antigos. O que vale nesse filme é ver John carregado de traumas do passado e tentando conviver com eles num ambiente familiar e longe da civilização. E também, claro, as cenas de ação extremamente pesadas e realísticas no fim do filme. Ah, e não posso deixar de lembrar das cenas memoráveis dos filmes anteriores nos créditos finais. Essa hora é uma viagem boa no tempo!

Nota 6

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.




 

Tags »
Relacionadas »
Comentários »