25/09/2019 às 08h11min - Atualizada em 25/09/2019 às 08h11min

'Casal Improvável'

KELSON VENÂNCIO
Foto: Divulgação

O nome original do filme é "Long Shot", mas o título "abrasileirado" parece que nunca caiu tão bem em um longa como este “Casal Improvável”. É que em momento algum da produção temos uma boa química entre os protagonistas interpretados por Seth Rogen e Charlize Theron. Eles até tentam através dos talentos individuais que cada um tem, mas os problemas da narrativa acabam sendo maiores que o poder de atuação dos dois.

O filme conta a história de uma poderosa Secretária de Estado dos Estados Unidos que tem pretensão de ser presidente do país, mas se apaixona pelo jornalista desengonçado, de quem ela foi babá quando era adolescente. É como se fosse uma "Bela e a Fera" da típica comédia estilo "pastelão" norte-americano, mostrando as diversidades entre o poder e o anonimato, a dama de carreira bem-sucedida e o fracassado, a estilosa e o sem noção. E por aí vai!
Apesar da premissa até parecer interessante para uma boa comédia, a condução da mesma não funciona, principalmente por causa das piadas exageradas que colocam em meio a trama. É aquela velha história de forçar muito a barra na tentativa de tirar gargalhadas do público com coisas absurdas que nunca aconteceriam na vida real. E estes exageros, na maioria das vezes, não me agrada em filmes assim.

E temos inúmeros exemplos disso, como a secretária que recebe a ordem de vestir o jornalista para uma festa extremamente importante para a secretária e ele aparece com um traje todo colorido típico da Suécia enquanto os demais convidados então de roupas de gala. Ou a masturbação que acaba na barba do personagem principal e o vídeo é usado como ameaça à candidata.

Muitos críticos gostaram desse filme, mas eu sinceramente dei risadas em poucos momentos. Charlize Theron é muito chique e fina para contracenar com Seth Rogen que adora representar o estilo "ogro" de ser. Seria muito improvável essa história dar certo.

Nota 4

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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