25/08/2019 às 15h00min - Atualizada em 25/08/2019 às 15h00min

Sobre cães, gente e responsabilidade

JOÃO BOSCO

Ao encerrar o texto de sábado (24), fiz menção aos detestáveis cachorros racionais. Por isso, volto ao tema, para findar com os adoráveis irracionais. Eu desisti de ter cachorro de guarda em casa no dia em que um olheirudo Basset, acuado, estraçalhou os dedos da mão do meu irmão. Projetei a cena para uma criança e vi as consequências. O código civil, no quesito responsabilidade do dono, é implacável. Como eu poderia reparar uma mão triturada? Depreendi que até os sociáveis involuntariamente podiam nos causar danos. Sim! De outra feita, a correr rente à calçada, fui surpreendido por um canzarrão, um Golden Retriever que em velocidade alta deu um pulo nas minhas costas, a ponto de eu catar cavaco. Gritei: sai... Dei um grito tão alto que o dócil e peludo cão, com carinha de tristeza, foi se juntar-se à barra da saia da dona. Ele queria brincar comigo. Mas, se ao cair, eu tivesse quebrado a bacia? De quem era a culpa? Neurose? Pode ser! De qualquer modo, ter ou não ter cão é apenas uma opção pessoal. Eu, simplesmente, não quis assumir essa responsabilidade.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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