09/06/2019 às 08h00min - Atualizada em 09/06/2019 às 08h00min

Afinidade instantânea

ÉRIKA MESQUITA
(Marcel Gussoni/Divulgação)
Você já teve a sensação de acabar de conhecer uma pessoa e achar que ela faz parte da sua vida?

Muito raro, mas em um ou alguns momentos de nossas vidas encontramos pessoas pela primeira vez e temos uma ligação muito forte com elas, como se fôssemos íntimos sem nunca ter nos encontrado.

Este tipo de ligação, que na verdade nunca conseguiremos explicar, parece acontecer apenas com pessoas que você tenha conhecido em uma vida anterior, se é que ela existiu! Afinal, temos sensações que nunca serão realmente esclarecidas. Mas, talvez, isso possa argumentar a sintonia criada.

É importante reconhecer e não deixar passar despercebido quando você encontra alguém que compartilha o mesmo tipo de energia que você. Uma das indicações mais óbvias dessa afinidade gratuita é que você perde toda a ideia de tempo e os dias de repente se tornam passageiros sempre que você está com essa pessoa.

Todo diálogo e tudo o que vocês fazem juntos desperta a vontade de fugir do mundo. É fácil ficar perto dessa estranha pessoa e é mais fácil ainda conversar abertamente sobre qualquer assunto. Outro indício dessa afeição é que você, mesmo sem conhecer, conhece muito bem esse ser recém-chegado. Alguns movimentos sutis dizem muito a você, até mais que muitas palavras ditas por pessoas com quem você convive há anos.

Afinidade instantânea é igual comida que acalenta, aquela que parece abraçar de forma acolhedora em momentos de fome, e nos fazem sentir a mesma sensação que temos quando nos deparamos com uma cama quentinha em dias de inverno, é algo único que atrai apenas sentimentos positivos.

Você se sente ligado a essas pessoas, confia nelas, sente que seria possível confidenciar seus segredos e que essas pessoas seriam capazes de lhe dar apoio em qualquer situação. Esse sentimento pode surgir a partir do reconhecimento entre duas almas que um dia já compartilharam amor e confiança. Assim acredito e sigo desfrutando da oportunidade e da sorte de conhecer pessoas afins.

Para coluna de hoje, separei uma receita do nosso grande amigo Marcel Gussoni, por quem temos grandes afinidades culinárias, musicais e alcoólicas. Uma receita daquelas que acalentam o coração e fazem a alma transbordar de afetividade.
 
RECEITA

Pucheiro - receita que acalenta a alma de pessoas espiritualmente interligadas
 
Ingredientes:
– ½ kg de grão-de-bico (deixe de molho na água de 8h a 12h)
– 1 kg de paleta bovina (ou patinho) picado em cubos
– ½ kg de pernil suíno picado em cubos
– ½ kg de paio fatiado
– ½ kg de coxinhas da asa
– 1 lata pequena de extrato de tomate
– 3 cebolas fatiadas
– 5 dentes de alho picados
– 3 folhas de louro
– 3 cenouras médias fatiadas
– 3 batatas picadas em cubos ou fatias grossas
– 2 batatas doces picadas em cubos ou fatias grossas
– 10 vagens picadas em 3 partes
– sal a gosto
– 2 colheres de chimichurri*
*compro uma mistura pronta na feira, você pode preparar o seu ou simplificar acrescentando uma boa porção de cebolinha e salsinha picada na hora de servir.
 
 Preparo:
Primeiro, não se esqueça de deixar o grão-de-bico de molho de 8 a 12 horas. É só lembrar de fazer isso na noite anterior. Comece refogando as carnes: se a quantidade for grande para a panela, vá refogando cada uma delas separado. Retire quando começar a dourar e reserve. Eu gosto de carne douradinha, se você não faz questão, pode começar pelo próximo passo.

Volte toda a carne para a panela, acrescente sal, louro, alho, cebola, chimichurri e o extrato de tomate. Acrescente água até cobrir o conteúdo. Cozinhe em fogo baixo até a carne começar a ficar macia, mas sem desmanchar, algo em torno de 30 minutos. Acrescente o grão-de-bico e cubra de água novamente, misture e cozinhe por mais ou menos 20 minutos. Ele precisa estar cozido mais ainda firme, porque vai passar mais um tempo cozinhando com os próximos ingredientes.

Acrescente as batatas, vagens e a cenoura; cozinhe em fogo baixo até que fique tudo cozido, mais uns 20 minutos em média. Se a água começar a secar, é só ir acrescentando mais gradativamente. Agora é só conferir o sal e o ponto dos ingredientes e servir.

Eu acho que o Puchero por si só é supercompleto, mas se quiser acompanhar com um arroz branco também não é pecado, né?



*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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