28/12/2018 às 08h47min - Atualizada em 28/12/2018 às 08h47min

Enfim, um novo ano novo!

CELSO MACHADO
Como desejo fazer uma diferenciação entre ano novo e novo ano, fui procurar no dicionário o fundamento para isso. Não me ajudou muito, mas de qualquer forma compartilho: A palavra ano-novo, com hífen e minúsculas, indica o ano que começa, bem como o primeiro dia do ano. A expressão ano novo, sem hífen e minúsculas, indica um ano que é novo, sendo o contrário de ano velho.

Daí, vou me apegar nessa explicação. Que me lembre, poucas vezes estivemos com a possibilidade de um ano que seja realmente novo em todos os sentidos e não apenas com a mudança no calendário, como este 2019. Só de parar de piorar já vai ser uma mudança enorme. Como da mesma forma, se a gestão pública pouco fizer mas, o que fizer, for com correção, isenção, honestidade, será uma mudança extraordinária. Gostemos ou não, nosso país vai ter, em 2019, um ano realmente novo. Isso não significa necessariamente que será melhor.

Mas pelo menos, o novo traz a perspectiva de nossa esperança se transformar em esperançar. Como explica o notável filosofo Mário Cortella, a diferença entre esperança de espera e esperançar  é que esta última é ir atrás,  construir, não desistir. É levar adiante, não ficar na torcida por mudanças, mas ser agente delas. Esse 2019 promete e promete muito. Promete, sobretudo, ser um ano totalmente novo. Que todos nós saibamos utilizá-lo, para que as transformações sejam para melhor. Que a sociedade seja mais ativa, participativa e atuante. Que sejamos mais protagonistas atuantes, menos expectadores passivos.

Como todos, tenho planos para esse novo ano novo. Aliás, sempre os tive. Não só para o que pretendo fazer, como também e, às vezes até com mais intensidade, para o que não desejo fazer mais. Não sei se é pelo  passar do tempo, mas isso não importa, vou me dedicar com muito mais empenho não apenas em planejar, mas sobretudo em fazer.

Nunca devemos esquecer que,  além de nós, a vida também tem seus planos que nem sempre estão em sintonia com os nossos. Daí a prudência em irmos ao alcance dos que sonhamos. Não vou ficar na esperança, acreditando que tudo possa melhorar num passe de mágica. Que terceiros vão encontrar soluções para minhas questões. Minha decisão é praticar o “esperançar”.

Serei cada vez mais o peão de mim mesmo. Dentro do possível, escolhendo e seguindo os caminhos desejados. Vou de verdade me empenhar em fazer do novo ano um ano realmente novo. Convido e espero que você faça o mesmo.

Até a próxima!
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