06/02/2018 às 16h42min - Atualizada em 06/02/2018 às 16h42min

'Bata antes de entrar'

KELSON VENANCIO | COLUNISTA
Foto: Divulgação

Produções como “Laranja Mecânica” e “Violência Gratuita” estão na minha lista de melhores filmes. E parece que o diretor Eli Roth (“Bastardos Inglórios” e “O Albergue”) aproveitou esta fórmula de sucesso da exploração da violência para nos trazer outro bom filme neste gênero, disponível em DVD. “Bata antes de entrar” é um longa que nos deixa no mínimo tensos e curiosos para saber o desfecho da situação enfrentada pelo personagem principal.

Em uma noite chuvosa, duas belas mulheres batem à porta de Evan Webber (Keanu Reeves). Ele está sozinho em casa. A esposa e filho dele estão viajando. Não demora para que ambas o seduzam. Mas, no dia seguinte, elas passam a persegui-lo implacavelmente.

Será que existe no mundo um homem capaz de resistir à tentação de duas mulheres novas, bonitas e muito sensuais que ficam o tempo todo dando em cima dele? Bom, pelo menos no filme esse homem não existe. Qualquer um pode cair nesse tipo de tentação.

O problema é enfrentar as consequências dessa traição. Nos casos mais comuns, elas se resumem no fim de um namoro ou de um casamento quando são descobertas. Mas na realidade podem ter finais mais tristes como a morte dos amantes pelas vítimas e assim por diante. No caso do filme, a consequência é talvez a pior que alguém possa imaginar. As amantes que num dia seduzem e dão a Evan uma noite de prazer e em dose dupla, no outro dia passam a ser o pior pesadelo dele.

É esse roteiro louco que faz o espectador gostar do filme. As lindas mulheres passam de anjinhos a demônios na vida do arquiteto. Com uma narrativa que entona o discurso feminista, o longa valoriza a força da mulher, mesmo que de uma maneira insana.

Refilmagem de “Death Game” de 1977, o longa traz uma boa interpretação de Keanu Reeves que só escorrega nas cenas em que chora (e mal) arrependido e implorando pela sua vida. A surpresa mesmo são as boas atuações das garotas sedutoras Genesis e Bel interpretadas pelas atrizes Lorenza Izzo e Ana de Armas, respectivamente. Elas mostram com convicção que por trás de um rostinho bonito e um corpo escultural pode existir algo maléfico e desagradável. Vemos uma ótima transformação nestas atuações da noite para o dia.

Há muitos exageros na loucura dessas garotas e o filme em certos momentos fica clichê e até mesmo meio “trash”. Em algumas cenas parece mais que estamos vendo uma comédia do que um suspense. Mas se você não se importar com isso, ainda assim, é um bom filme com direito a um final bem interessante com a frase clássica “os homens são todos iguais”.

Nota 7 
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