31/10/2017 às 16h49min - Atualizada em 31/10/2017 às 16h49min

'Quarto de guerra'

KELSON VENANCIO | COLUNISTA
Foto: Divulgação

 

Há quatro anos o diretor e roteirista gospel Alex Kendrick não fazia um filme. Por isso, muitas pessoas religiosas esperavam com ansiedade para assistir a mais nova produção assinada por ele, o longa “Quarto de guerra”. Kendrick é o responsável por filmes conhecidos desse gênero como “A Virada”, “Corajosos” e os mais famosos “Desafiando gigantes” e “Prova de fogo”; sendo este último o que considero o melhor.

Desta vez ele aposta no tema "oração" como base para a trama do filme. A história gira em torno de Elizabeth (Priscilla Evans Shirer) e Tony (T.C. Stallings), um casal em crise. A filha pequena percebe que ambos estão à beira do divórcio, mas eles não conseguem chegar a um acordo. Um dia, Elizabeth conhece uma mulher idosa que lhe apresenta o poder da oração e, a partir deste momento, a jovem mãe decide depositar a sua fé nas preces divinas.

A premissa é bem parecida com o ótimo “Prova de fogo”, que também mostra uma crise difícil de ser revertida entre um casal. Porém, no caso do filme de 2008, a história é muito melhor explorada e aprofundada nas consequências sofridas pelos personagens da produção e na reviravolta da história. Tanto que o filme “Prova de Fogo” talvez seja hoje um dos mais indicados para relacionamentos que não vão muito bem.

Não é que “Quarto de guerra” seja um filme ruim, mas desta vez é possível encontrar diversos erros que fazem com que este filme não agrade a todos, independentemente da crença de cada um. Enquanto “Prova de fogo” poderia ser visto por qualquer cristão, pois apesar de ser um filme gospel a história não interferia na fé do espectador, em “Quarto de guerra” existem vários trechos que enaltecem o jeito de acreditar dos evangélicos. Eu até estou acostumado com isso, mas e as outras pessoas que pensam diferente?

Deixando a religião de lado, o filme também peca ao nos mostrar os problemas vividos pelos protagonistas de uma forma bastante superficial. A situação enfrentada por eles parece nem ser tão grave. Além disso, apesar das duas horas de projeção, as respostas às orações da esposa aparecem em poucas semanas como é retratado na narrativa e com isso a redenção do marido acontece de uma forma muito rápida e pouco convincente. A partir daí até o fim do longa assistimos as mudanças da família e um campeonato de pular corda no fim.

Calma, é claro que se você não tiver um senso tão crítico como eu preciso ter na hora de analisar um filme você pode gostar de “Quarto de guerra”. A mensagem de que o amor sempre vence e que o amor de Deus é maior em qualquer tipo de situação é presente o tempo todo no filme. Resta saber se você está preparado para receber esta mensagem da forma com que Alex Kendrick quis passará pra você!

Nota 5

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