18/02/2021 às 08h00min - Atualizada em 18/02/2021 às 08h00min

Procura por atividades físicas dentro de casa volta a crescer

Uberlandenses comentam adaptação aos exercícios fora das academias durante o período da pandemia

IGOR MARTINS

Com a chegada da pandemia no ano passado, muitas pessoas passaram a se preocupar ainda mais com a saúde e o bem-estar. Impossibilitados ou receosos de se exercitarem em locais fechados e com aglomerações, os cidadãos passaram a buscar alternativas. Uma delas foi a possibilidade de fazer atividades físicas dentro de casa.

Em pesquisa feita pelo Diário na plataforma Google Trends, uma ferramenta que mostra os termos mais populares buscados em um passado recente, é possível ver que a expressão “exercícios para fazer em casa” foi um dos mais buscados pelos brasileiros ao longo de 2020. Outro termo bastante pesquisado no Google pela população foi “academia em casa”.




No gráfico de interesse ao longo do tempo, é possível ver que as pesquisas pelo termo explodiram entre março e abril, logo no início da pandemia. Por mais que o interesse tenha caído no decorrer do ano, as pesquisas voltaram a aumentar em 2021.
 
TRANSFORMAÇÃO RADICAL
Em conversa com o Diário, o personal trainer Lucas Mariano Soares Silva comentou sobre a adesão de seus alunos ao formato de atividades dentro de casa. Dono de um estúdio, ele conta que adaptou os treinos de seus clientes para o formato digital. Agora, boa parte deles tem um acompanhamento totalmente online pelo profissional de educação física.

“Eu sempre digo que o online veio para ficar. Desde o início da pandemia para cá, nós conseguimos nos manter ativos nas atividades físicas. Quando as restrições de funcionamento de comércios começaram, eu cheguei a ter 80 alunos no formato. Hoje, tenho cerca de 30. É importante dar essa possibilidade para o cliente, o formato online também é bom, desde que a pessoa tenha foco e disciplina”, disse o personal.

De acordo com Silva, o treinamento personalizado costuma gerar melhores resultados. O profissional defendeu a importância da prática de atividades físicas, já que contribui com a melhora da saúde mental e dos níveis de colesterol e glicose. O personal disse ainda que a transformação no modelo de exercícios foi radical.

“Nós não esperávamos pela pandemia e tivemos que nos adaptar a esse novo formato. Fizemos ajustes e demos qualidade aos treinamentos. No começo, foi difícil, mas a aceitação foi boa. A tecnologia é uma grande aliada para todos nós. O que nós queremos agora é atingir cada vez mais pessoas, buscando sempre trazer o conforto de casa para as pessoas que querem se exercitar em casa”, explicou Lucas.

A adaptação aconteceu de forma natural para a psicóloga Mariana Carneiro Pires Valente. Aluna de Lucas Silva, ela começou a se exercitar dentro de casa logo após o início da pandemia em Uberlândia.

“No começo (da pandemia), eu achei que não ia dar conta de seguir me exercitando. Eu estava num ritmo muito alto, e tinha perdido 17kg. Estava com 8% de gordura corporal, estava realmente muito focada. Depois, comecei a pegar firme e vi que a possibilidade é infinita. Se você treina em casa, você só precisa de alguns pesos e tem maior flexibilidade”, detalhou.

Aluna de spinning, ela começou a alugar a bicicleta para fazer as aulas dentro de casa. Por mais que tenha se adaptado bem ao formato online, a psicóloga não vê a hora de voltar para a academia. “Eu prefiro a convivência social. Gosto muito de treinar em casa, mas o bom da academia é esse convívio. Quem tiver interesse em se exercitar em casa, se exercite. Basta você querer e ter disciplina”, relatou Mariana Valente.
 
 MUDANÇA NA ROTINA
Outra pessoa que passou a se exercitar dentro de casa após a chegada da pandemia foi David César Alves. Por ser do grupo de risco, ele precisa fazer atividades físicas regularmente e viu no modelo uma boa possibilidade para buscar o emagrecimento e continuar com os hábitos saudáveis.

O microempresário falou à reportagem que passa a maior parte do dia no emprego e, com isso, passou a fazer atividades no local. “A grande dificuldade de fazer atividade física fora da academia é respeitar os horários e os exercícios. Eles exigem muito mais disciplina. Não sei se eu conseguiria voltar para o presencial, acho que vou manter o online”, contou.

Obeso, David Alves afirmou que já emagreceu 22kg durante a pandemia. Segundo ele, a rotina de quem faz atividade física fora das academias precisa ser bem respeitada. Caso contrário, os resultados obtidos não serão os desejados. Para o microempresário, a realização dos exercícios com o acompanhamento de um profissional pode melhorar ainda mais as metas do praticante.

“Em casa, você precisa se esforçar mais para fazer o exercício corretamente. No presencial, você tem o acompanhamento imediato, e pelo online, tem um tempo de resposta, mas funciona mesmo assim”, completou.


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