18/09/2019 às 14h29min - Atualizada em 18/09/2019 às 14h29min

Mayara e Ederson chegam ao estado do Maranhão

Casal de Uberlândia conheceu diversas cidades da região

MAYARA PELEGRINI E EDERSON MACHADO
Aventura do casal começou no dia 24 de junho | Foto: Arquivo Pessoal
Mayara Pelegrini e Ederson Machado estão cada vez mais próximos do objetivo da viagem pelo Brasil. O casal de Uberlândia, que iniciou essa aventura há cerca de três meses, pretende chegar aos Lençóis Maranhenses (MA) com uma kombi e a gata Khaleesi.

Nesta semana, eles contam para vocês como foi chegada no estado de Maranhão. O casal conheceu cachoeiras de águas cristalinas, fez novos amigos e exploraram as cidades de Carolina, Riachão e São Luiz.

 

Confira abaixo o relato de Mayara e Ederson em mais um diário de viagem do projeto De Boas na Kombi.

“Para chegarmos no Maranhão pegamos uma balsa para cruzar o Rio Tocantins. Apesar da minha agonia em estar num barco com o carro, foi uma vista linda e bem fresquinha, o que estávamos precisando depois de uns dias beeem quentes no Tocantins.

Nossa primeira parada foi na cidade de Carolina e não tínhamos nada pensado para lá, já que o lugar mais famoso da região era muito caro para o nosso orçamento. O Edim foi dar uma pesquisada em uma dica que recebemos e partimos para ver o pôr do sol no Portal da Chapada das Mesas e foi a melhor decisão. Já estivemos em vários mirantes, mas esse foi sem dúvida, o mais bonito. De lá, se tem uma vista de 360° da chapada, além de ter uma pedra com uma abertura no meio que permite que a gente sente e fique admirando toda a paisagem do lugar.

Dormimos em um posto e saímos para Riachão, onde estávamos ansiosos para conhecer o Poço Azul e o Encanto Azul. Estávamos com saudades da água já ahhahhah.

Demos sorte de chegar na cidade no dia que estava tendo a festa em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. A praça estava toda decorada, cheia de barraquinhas e pessoas de toda a região que vieram agradecer a Santa.

Como nos avisaram que a estrada até o Poço Azul era ruim, saímos bem cedinho para poder aproveitar ao máximo o local. Eles construíram uma estrutura ótima lá, com alguns chalés, restaurante, redes e bancos espalhados pelo complexo. Para chegar no poço e na Cachoeira de Santa Bárbara, tem uma trilha toda sinalizada com várias plaquinhas de amor a natureza.

A Cachoeira de Santa Bárbara é linda, mas bem gelada. Ficamos pouco nela por causa da minha dificuldade com águas que congelam a alma hahahahah e já seguimos para conhecer o Poço Azul.

O Poço Azul é um lugar de amor. Só se escuta os pássaros, o barulho das quedinhas de água e do vento. E tem a água né, que é absurda de bonita e parece cenário de filme mesmo hahahaha.

À medida que o sol vem iluminando, a água vai ficando mais clara e linda, mas também começa a ter mais pessoas e fica mais lotado o poço, e é nesse momento que vamos curtir outras coisas hahahahha.

Como ficamos lá o dia todo, voltamos várias vezes no poço para refrescar e ver como a água vai mudando à medida que o sol chega. A natureza, como sempre, transborda beleza e afetos em cada contraste que ela traz.

Dormimos no estacionamento deles mesmo, já que era de graça, o que foi ótimo para que ficássemos mais perto do Encanto Azul, nosso próximo destino.

Saímos bem cedinho novamente, adoramos quando fica só nós dois nós lugares, curtindo a paz que eles têm e nos sentindo parte de um todo maior que a gente. O Encanto tem uma água azulzinha, é rodeado de paredões e com pequenas quedas d'água que proporcionam aquele barulhinho ótimo. Como estava cedo e não havia sol devido aos paredões, a água estava um azul menos esverdeado, mas ainda, maravilhosa.

Tem tanto peixe e eles não mordem, o que é ótimo considerando nosso retrospecto com peixes ahhahahah.

Quando o sol chegou, o lugar assumiu as cores que fazem qualquer um ficar horas só parado e admirando. Nós conhecemos lá um casal que também viaja de Kombi e foi um encontro ótimo. É sempre bom conhecer pessoas que tem uma vibe boa e que tem infinitas experiências massas para compartilhar com a gente.

Ficamos lá o dia todo também, indo e voltando para a kombi para fugir do sol super quente, e assim, pudemos aproveitar o lugar com suas diversas cores. Saímos de lá com o entardecer e dormimos novamente no estacionamento do Poço Azul para descansar, já que a estrada até Riachão tem muita costela de vaca e a Kombi soh vai a 20Km/h ahhahahah.

Partimos no outro dia direto sentido aos Lençóis Maranhenses. Começaria nossa jornada pelo interior do Maranhão que pensávamos fazer em quatro dias.

O interior do estado tem muitos povoados, bem pequeninhos mesmo e muito humildes. Paramos em duas escolas para que eu pudesse conhecer e conversar com as pessoas da região. Uma bem pequena, que funciona como anexo e atende ao 2° ano de manhã e 5° ano à tarde e uma outra maior que tem do ensino infantil até o 9° ano. Conversando com as pessoas que trabalham nelas, elas me contaram que ambas oferecem refeições nos dois turnos, uniforme e tem uma estrutura super boa, atendendo a crianças de diversos povoados. Os municípios fornecem ônibus para buscarem e levarem as crianças para aula, o que é fundamental, considerando que muitos dos povoados ficam longe das cidades maiores e essas escolas são a possibilidade de elas terem acesso à educação.

Isso nos fez pensar muito sobre a importância das escolas e transportes públicos e rurais como forma de inserção dessas crianças na escola. Sem isso, como elas iriam estudar? Não existem escolas particulares na região e muito menos condições financeiras de pagar por ensino ou mesmo de transporte, já que vimos pouquíssimos carros nos povoados por onde passamos.

Dormimos todos os dias em postos na rodovia e, quando estávamos indo para Barreirinhas, a Kombi começou a fazer alguns barulhos estranhos e decidimos mudar nossa rota e ir para São Luís para tentar achar um mecânico para olhar.

Estávamos com medo por ser uma cidade muito grande e nunca ficamos em lugares assim sem algum suporte, mas conseguimos achar um posto 24h dentro da cidade e os frentistas foram super gentis e deixaram a gente dormir lá.

Devido à dificuldade de achar alguém para trabalhar na Kombi, ficamos até terça em São Luís e gostamos muito da cidade. Conhecemos o centro histórico, que tem muitos museus públicos e gratuitos, e ficamos, durante o dia, estacionados na avenida Litorânea, que tem uma orla linda e que nos deu um gostinho do mar.

Uma moça que é de Uberlândia, mas mora em São Luís viu nossa kombi na rua e veio conversar com a gente pelo Instagram e ficamos bem amigas, e foi ela quem salvou a gente conseguindo um mecânico para arrumar a Kombi. Era o rolamento que estava estragado e ainda bem que paramos aqui ahhahahha.

Com a Kombi prontinha para pegar a estrada, seguimos para Santo Amaro para começar a conhecer os Lençóis Maranhenses.”
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