11/07/2019 às 17h51min - Atualizada em 11/07/2019 às 17h51min

Mayara e Ederson mostram belezas de Pirenópolis e Formosa

Casal de Uberlândia conheceu cachoeiras, parques e fez amigos pela estrada

MAYARA PELEGRINI E EDERSON MACHADO
Aventura do casal começou no último dia 24 de junho | Foto: Arquivo Pessoal
A volta ao Brasil continua e, desta vez, Mayara Pelegrini de 26 anos e Ederson Machado de 30 estacionaram a kombi em Pirenópolis (GO) e Formosa (GO). Na última semana, o Diário publicou o primeiro diário de viagem do casal e da sua gata Khaleesi.

A viagem começou no último dia 24 de junho. O trajeto será traçado aos poucos, mas, a princípio, a ideia é chegar até os Lençóis Maranhenses e depois continuar o destino pelo litoral nordestino. 

O Diário vai publicar semanalmente a trajetória do casal relatando as experiências, os roteiros percorridos e os costumes das comunidades visitadas. Confira como foi a segunda semana do De Boas na Kombi:

“Chegamos em Pirenópolis (GO) na segunda-feira (01). Estacionamos nossa casa na praça da igreja matriz, no centrinho histórico da cidade (essa foi nossa primeira experiência dormindo na rua) e fomos dar uma volta a pé pelo município. Ruazinhas de pedra, casas antigas, um riozinho que corta a cidade e uma calma rara em cidades turísticas. Nos sentimos extremamente seguros e decidimos ficar por ali durante toda a semana. No fim do dia estávamos sem água no reservatório da kombi e decidimos ir tomar um banho no rio e esperar o outro dia para procurar um posto para reabastecer.

Na terça-feira (2) pela manhã, conhecemos um hippie e ficamos conversando com ele um tempão. Ele nos mostrou onde poderíamos encher o reservatório da kombi e nos contou também sobre suas andanças e história, além de nos presentear com um anel pra ser nossa aliança. O anel tem todo um significado que ele explicou, mas resumindo, irá nos proteger e unir durante nosso trajeto.

À noite parou um senhor para nos perguntar se estávamos precisando de alguma ajuda e já ficamos amigos. Ele nos ofereceu sua casa para lavarmos roupa (o que foi ótimo, porque a khaleesi fez arte no nosso cobertor hahaha) e nos levou na sexta-feira para conhecer a reserva do Abade e o Pico dos Pireneus.

Segundo diário de viagem de casal uberlandense mostra belezas de Pirenópolis e Formosa
No nosso tempo na cidade fomos apenas em dois lugares turísticos, a Fazenda Bonsucesso e a Reserva do Abade. Ambas possuem várias cachoeiras, piscinas naturais e mirantes que é de uma beleza incrível. Como ficam em propriedades particulares, pagamos R$ 35 na primeira e R$ 40 na segunda, por pessoa, o que é bem comum para visitar esses locais na cidade. Por estarmos na estrada e não em férias, isso dificultou irmos em todas as cachoeiras que pretendíamos, já que ainda queremos ir em vários outros lugares nesse estado lindo e que vem nos surpreendendo muito.

Eu (Mayara) sou louca por feiras e fiquei apaixonada com a que acontece às quintas-feiras na praça do Coreto. A maioria são de produtores locais, de agricultura familiar e que expõe seus cultivos em várias bancas ao longo da praça, além de vários quitutes, inclusive, alguns veganos. Lá foi a prova de que é possível se comer alimentos orgânicos a um preço mais acessível. Compramos frutas, legumes, verduras, pão (a empolgação foi muita, custou a caber tudo na kombi hahahah) e gastamos R$ 36. Sei que esse tipo de alimentação ainda não é acessível a todos, mas acredito que isso deve ser uma luta nossa, da valorização dos agricultores e popularização de alimentos livres de venenos, que nutrem o nosso corpo e que não agridem a natureza.

 

No domingo (7), depois de ir na feira de novo (mas só passear hahaha) seguimos para Formosa (GO) sem saber onde iríamos dormir. Fomos para um posto 24 horas, mas não nos sentimos seguros e por isso fomos buscar um outro na beira da rodovia mesmo. Lá conversamos com alguns caminhoneiros que nos deram dicas de locais que precisamos conhecer no Brasil e nos transmitiram muita segurança e, por isso, dormimos ali mesmo.

No outro dia cedo decidimos ir fazer uma trilha que chegaria até a parte superior da cachoeira do Salto do Itiquira. E que trilha! Parecia que só existia nós dois no mundo, um silêncio absoluto e uma tranquilidade que nunca havíamos sentido até então. A trilha é bem difícil, são 10 km com várias subidas entre pedras e muito íngremes, sempre margeando o rio, o que garante visuais maravilhosos. São quatro cachoeiras, vários macacos, araras e até uma cobra que quase nos matou de susto hahahaha.

Segundo diário de viagem de casal uberlandense mostra belezas de Pirenópolis e Formosa
Saímos de lá sem um local para ficar novamente e, quando já estava anoitecendo e estávamos começando a ficar preocupados, paramos para abastecer e o frentista nos indicou um local chamado Tião Borba, onde o senhor deixaria a gente dormir sem cobrar. Fomos na confiança mesmo e deu tudo certo, ainda ficamos pertinho do Parque Municipal Salto do Itiquira, que seria nosso próximo destino.

Acordamos mortos da trilha, mas decidimos que iríamos assim mesmo e valeu muito a pena. Que lugar mágico! Acho que o mais lindo e incrível que já estivemos. A cachoeira é imensa (168 metros de queda) e a força da água nos dá uma dimensão do quanto somos frágeis diante da natureza. Como estava bem cedinho, aos pés da queda havia formado um arco íris que nos deixou sem palavras. É um lugar que nos fez reafirmar nossa escolha, e que nos deixou extasiados. Sentimos uma paz que nunca havíamos experimentado antes.

Ficamos ali até a hora do almoço, fizemos nossa comida na Kombi e seguimos rumo a Chapada dos Veadeiros (GO)"
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