09/06/2019 às 08h00min - Atualizada em 09/06/2019 às 08h00min

Uberlandenses querem popularizar softbol e beisebol na cidade

AUBS luta para conseguir área para a construção de campos de softbol, modalidade recentemente inserida no rol dos esportes olímpicos

EDER SOARES
Atletas da AUBS praticam o softbol no Poliesportivo Canaã (Divulgação)
Abnegados do esporte de Uberlândia estão empenhados em fazer conhecido um esporte popular no mundo, mas que ainda precisa ter mais apoio e organização no Brasil. O Softbol é uma versão mais leve do Beisebol, em que as regras são basicamente as mesmas, mas com diferenças básicas no tamanho da bola, que é um pouco maior, na área do campo, que é menor do que o beisebol, além da técnica no arremesso. No beisebol, a técnica no arremesso se dá com a bola saindo por cima, enquanto no softbol a bola sai com arremesso por baixo. 

Para quem não sabe, o softbol é modalidade olímpica desde 1996 e o Brasil conta com seleções masculina e feminina. Na região ainda existem poucas competições, restritas às cidades de São Gotardo, onde existe uma organizada comunidade japonesa, e Carmo do Paranaíba.

Em Uberlândia o softbol é organizado e difundido pela Associação Uberlandense de Basebol e Softbol (AUBS), fundada há cerca de um ano, mas que já existia como equipe desde 2001. O grupo de aproximadamente 25 jogadores treina no Poliesportivo do bairro Canaã, cedido pela Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), ás terças e quintas, das 19h às 21h, e aos sábados a partir das 17h. O espaço é aberto para quem quiser conhecer e começar a praticar o esporte. A AUBS não cobra mensalidade de iniciantes e somente os atletas mais antigos pagam um valor simbólico para ajudar nas despesas com equipamentos. O softbol tem custos altos e é considerado esporte elitista no Brasil.

O presidente da equipe é o administrador de empresas Bruno Jou Hiraiwa, de 30 anos, que ocupa a posição de arremessador. Praticante de softbol há nove anos ele comenta que o objetivo da associação é difundir o esporte e futuramente, o mais breve possível ter uma área para construir os campos apropriados e com estrutura para abrigar treinamentos e competições.

“A nossa ideia é conseguir disseminar o beisebol e o softbol na região e ajudar no desenvolvimento de crianças e jovens. Na nossa região ainda não temos muitos times e não podemos marcar amistosos e jogar muitos campeonatos, diferente do que acontece em estados como o Paraná, onde o esporte tem bastante apoio. Estamos nessa luta e vamos lutar muito para ajudar na popularização do beisebol e softbol, que é um esporte que amamos muito”, disse Bruno.

Projeto de popularização do softbol e beisebol passa por projetos com crianças e adolescentes | Foto: Divulgação

O empresário Giovani Gonzales, de 36 anos, é o tesoureiro da equipe e um dos principais apoiadores do esporte na região. Ele, que joga na posição de jardineiro esquerdo, veio há quatro anos de Guarulhos (SP), aprendeu a jogar beisebol na cidade de São Gotardo, onde existe algumas equipes de softbol. Muitas das vezes até tirando dinheiro do próprio bolso para ajudar na manutenção da equipe, ele fala sobre as principais características que regem este esporte.

“Pratico este esporte há 30 anos, em São Gotardo existe uma comunidade japonesa muito unida e desde então aprendi, joguei e nunca mais parei, virou um vício. Temos desenvolvido a promoção do esporte, nos da associação, juntamente com algumas empresas apoiadoras, tentando desenvolver o beisebol e softbol na região, este esporte que há 40 anos está estagnado no Brasil em razão de uma administração que não se preocupou com a promoção/evolução do esporte, que não deixa o esporte evoluir, e é uma pena que ele fique na mão de elitistas e não proporcione acesso à população mais simples ”, disse.

A Jica, associação japonesa que promove intercâmbios culturais no Brasil,  virá a Uberlândia em setembro para analisar o trabalho feito pelos atletas de Uberlândia, objetivando destinar treinadores profissionais para fazer treinamento de uma forma mais profissional e técnica. “Estamos trabalhando nisso, sem medir esforços. Estamos, no mínimo, proporcionando para crianças da zona oeste, dez horas a menos de ociosidade e com a possibilidade de contato com situações ilícitas e de perigo”, afirmou Giovani.

Outro que é um dos principais abnegados na divulgação do softbol e do beisebol é o jardineiro central e receptor Dougas Ytiro Yamamoto, de 29 anos. Ele pratica o esporte há 16 anos e jamais pensa em deixar esta atividade. “Temos este desafio de popularização de um esporte pouco conhecido no Brasil, mas que quando é apresentado para as pessoas realmente desperta paixões, pois é um esporte altamente atrativo, que reúne as pessoas e traz muitas emoções. Contamos com mais apoio da iniciativa privada e do poder público para que possamos crescer cada vez mais”, disse.
 
HISTÓRIA

Softbol foi criado em 1887 pelo americano George Hancock, com o intuito de permitir a prática do baseball em ginásios cobertos. O softbol é um desporto muito parecido com o beisebol, sendo as regras praticamente as mesmas. As principais diferenças entre o softbol e o beisebol são as dimensões da bola (maiores no softbol), as dimensões do campo (menor do que o de beisebol) e o tempo de jogo (que é de sete entradas no softbol, em vez de nove). Além disso, o lançamento no softbol é completamente diferente, tem de ser feito por baixo, junto à anca.

Outras regras menos expressivas como o roubo de bases e a mecânica das substituições de jogadores também diferencia estas modalidades.
 
REGRAS E FUNDAMENTOS BÁSICOS DO SOFTBOL

As regras do softbol no geral são iguais às do beisebol, com algumas modificações, que são:

 
  • O arremesso tem que ser feito com um movimento com o braço de baixo para cima (com o punho, abaixo, e o cotovelo obrigatoriamente alinhados verticalmente), e não de cima para baixo, como faz um arremessador de beisebol.
  • A bola utilizada no softbol é maior que a do beisebol, sua circunferência mede 30,4 cm.
  • Também é diferente a dimensão do campo no beisebol, na qual a área de jogo tem raio de 68,58 m e a área de jogo do softbol tem raio de 60,96.
  • O softbol tem somente 7 innings;
  • O corredor tem que ficar na base até o arremessador arremessar a bola.
  • As bases são duplas para evitar o choque entre os jogadores, uma base é da defesa e a outra é do ataque, a base que precisa ser conquistada pelo corredor é de cor alaranjada; a que precisa ser tocada pelo jogador de defesa é branca.
 

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