06/12/2018 às 07h36min - Atualizada em 06/12/2018 às 07h36min

Idolatrado no Boca, Tevez peitou cartolas e impediu jogo da final

Folhapress
Tevez (à esquerda) com a equipe no avião rumo a Madrid (Twitter Boca Jrs. Oficial
Carlos Tevez, 34, tem sete títulos pelo Boca Juniors. Entre esses, foi campeão da Libertadores e Mundial em 2003, quando ainda era uma revelação e considerado futuro astro.
Mas seu maior momento pelo clube aconteceu sem a bola nos pés.
"Nós não queremos jogar. A Conmebol e a Fifa estão nos obrigando", disse ele na porta do vestiário do Monumental de Nuñez no último dia 24, data em que deveria ter acontecido a partida de volta da final da Libertadores contra o River Plate.

Foi a declaração que virou a maré. Até aquele momento, os dirigentes forçavam a barra de todas as formas para que a partida acontecesse, apesar dos incidentes. O próprio presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, estava prestes a capitular a pressão. Quando Tevez jogou a responsabilidade sobre os ombros de Alejandro Domínguez, mandatário da Conmebol, e Gianni Infantino (Fifa), a decisão foi adiada como queriam os jogadores.
Ele nunca deixou de ser popular com o torcedor, mesmo após ter deixado a equipe em 2016 para ir ao Shanghai Shenhua, da China.

Dizer que a Conmebol e a Fifa queriam obrigar a equipe a jogar de qualquer jeito catapultou ainda mais o amor dos boquenses por Tevez. Quando Daniel Angelici voltou ao hotel na noite do dia 24, horas após o adiamento, para dizer que a equipe teria de entrar em campo na tarde seguinte, foi Tevez quem liderou o motim. Ele sentiu qual era o ânimo da torcida e pressionou o dirigente para que acontecesse nova mudança. Disse que o elenco não tinha nenhuma condição de jogar no domingo (25). Ainda mais no estádio do River Plate.

No entanto, Tevez não será titular na final, mesmo com a contusão de Ábila, primeira opção do técnico Guillermo Barros Schelotto, que corre contra o tempo para ser escalado. Mas mesmo que fique fora, Carlitos vai ficar no banco de reservas para o que ele mesmo já chamou de seu maior jogo com a camisa do Boca. Se existe um lado positivo é seu treinador ter sinalizado que, em caso de necessidade, o Apache será a primeira opção ofensiva a entrar.
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