01/08/2018 às 08h04min - Atualizada em 01/08/2018 às 08h04min

Clubes tentam acordo sobre início do Amador

Competição deveria ter começado há duas semanas, mas está parada por não pagamento aos árbitros

EDER SOARES | REPÓRTER
Na semana passada, a assembleia extraordinária foi interrompida para dar mais tempo aos clubes | Foto: Vilmar Silva/Divulgação
A noite desta quarta-feira marcará mais um capítulo sobre a indefinição do Campeonato Amador 2018. Com duas semanas de atraso em relação ao previsto para o início das divisões Especial e de Acesso, a expectativa é que os dirigentes de clubes encontrem uma solução definitiva para o entrave com os árbitros, que paralisaram os trabalhos devido a uma dívida de R$ 70 mil de convênio da Prefeitura com a Liga Uberlandense de Futebol (LUF) referente ao ano de 2016.
A assembleia geral extraordinária foi interrompida na última quarta-feira (25), depois que os presidentes dos clubes entenderam ser necessário mais tempo para que o imbróglio pudesse ser resolvido. A associação dos árbitros continua afirmando que os profissionais não apitam enquanto o valor não for quitado. A Prefeitura garante que não existem mais formas jurídicas para que o valor referente a 2016 seja pago.

Representantes dos 50 clubes darão continuidade à assembleia, a partir das 19h, na sede da LUF, na avenida Rondon Pacheco. Na primeira parte da sessão, semana passada, algumas propostas foram apresentadas, entre elas, a de rateio dos R$ 70 mil entre os 50 clubes. A proposta foi rechaçada pela maioria, que alega não ter condições para bancar tal custo.

Enquanto a competição não começa, equipes e jogadores calculam prejuízos e até vantagens do adiamento da competição, que deveria ter iniciado no dia 22 de julho. “Primeiramente, temos que salientar que os árbitros não têm culpa. Eles trabalharam em 2016 e reivindicam receber, nada mais justo. Já os clubes pegaram dinheiro com os seus patrocinadores para estrear no dia 22. Quando não se cumpre isso, você acaba sendo cobrado. O Luizote, por exemplo, fez toda uma programação e isso está sendo prejudicado”, disse Celisvaldo Silva, o Pezão, treinador do Luizote.

O goleiro do Tocantins, Roger, campeão no ano passado, entende que a indefinição é prejudicial para a maior parte dos clubes e atletas, mas cita que, para ele, o atraso no início da competição acabou sendo benéfico.
“Esse prejuízo não é só técnico. É financeiro e cultural. Isso influencia em várias situações, como no caso do cidadão que vende o seu espetinho e a cerveja na porta dos poliesportivos e conta com isso como mais uma fonte de renda. Tecnicamente, dentro de campo, para mim, foi bom. Fiz uma cirurgia e terei mais tempo para aprimorar a parte física. Para outros atletas não será bom, pois muitos estavam preparados para entrar em campo no dia 22”, afirmou
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