23/10/2017 às 05h39min - Atualizada em 23/10/2017 às 05h39min

O pão nosso de cada dia

ADRIANA KARIMI MANISH | COLUNISTA

A importância de um dos alimentos mais antigos e importantes do mundo foi celebrada na última segunda-feira, 16 de outubro, o Dia Mundial do Pão. Criado pelos egípcios há mais de seis mil anos, o pão foi se espalhando pelos quatro cantos do planeta e ganhando novas receitas e formatos.

Com a evolução das receitas, porém, a cada dia surge um tipo diferente do pão e na prateleira dos supermercados e padarias estão dezenas de opções light, integral, com grãos, com iogurte, entre outros.

Mas nada mais brasileiro do que um pão francês. Isso mesmo, este pão é uma receita nacional e tampouco existe na França. Os brasileiros que foram para a França na época da Primeira Guerra Mundial voltavam e descreviam os pães que encontravam por lá.  A receita nacional é derivada da baguete, mas, além de ser bem menor, o sabor também é diferente. É um pão aerado, com a casca crocante, mas com o miolo mais macio do que a baguete. A receita foi adaptada para ser um pão individual para sanduíche, porque o brasileiro não gostava da ideia de ter um pão para dividir.

Além do francezinho, os pães de queijo e os pães mais macios – de leite, por exemplo –, são considerados típicos brasileiros. Apesar de não termos muitas receitas tradicionais, os pães internacionais foram adaptados ao paladar e ao clima brasileiro, ganhando novos sabores.

Mas o Brasil é um país fundamentado na miscigenação, como bem sabemos. E, sendo assim, diversas regiões da nossa pátria mãe nomearam o pão francês de acordo com sua cultura e costumes.

Veja os nomes que o pão francês recebe em diferentes estados do nosso diversificado país:

– Na Baixada Santista, em São Paulo, os paulistas chamam o pão francês de média;

– Em Ribeirão Preto, também no estado paulista, peça pelo filão ao comprar pão francês nas padarias;

– Na capital do estado de São Paulo, por sua vez, pãozinho é o nome dado ao pão francês;

– No Ceará, carioquinha;

– No Rio Grande do Sul, cassetinho;

– Em Sergipe, pão jacó;

– Por fim, no Pará dá-se o nome de pão careca ao pão francês.

Há, ainda, uma nomenclatura curiosa para o tipo de pão que se pede em São Luiz, no Maranhão. Lá, o pão sovado chama-se massa fina e o pão francês, massa grossa.

Os nomes podem ser diferentes, mas o sabor é conhecido por todos os brasileiros que, tradicionalmente, se deliciam com o clássico pão francês com margarina ou manteiga de leite. E não há nada mais brasileiro que degustar um deles no café da manhã ou da tarde.

Assim como vários alimentos se tornaram vilões e depois passaram a ser fundamentais, como foi o caso do ovo, os pães em geral podem ser consumidos, porém como todo alimento, o indicado é apenas usar o bom senso e a moderação.

Nada melhor que acordar num domingão deste, passar aquele cafezinho com um bom e recém-saído do forno pão de queijo ou com aquele pãozinho que acabamos de buscar na padaria e ler tranquilamente o nosso jornal.

Fato! São prazeres da vida que devemos sempre apreciar. Vai um pãozinho aí?

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