07/08/2020 às 09h18min - Atualizada em 07/08/2020 às 09h18min

Figuras paternas

CELSO MACHADO
Tenho profunda admiração, carinho e respeito pelo meu pai. A quem devo muito da minha formação e especialmente o meu lado bem humorado.

Já escrevi diversas vezes sobre ele e, certamente, pela riqueza das recordações, vou fazer isso novamente em outras oportunidades.

Nesta comemoração do dia dos pais, peço licença a ele para relembrar outras pessoas que representaram e ainda representam figuras paternas para mim. Não no quesito biológico, mas no afetivo. Que me acolheram como filho e contribuíram para que minha trajetória fosse tão abençoada como tem sido.

A primeira que me vem à mente é do saudoso Walter, filho mais velho do sr. Alexandrino Garcia. Nas mais diferentes circunstâncias me guiava, orientava e encaminhava. Trabalhei um bom tempo ligado a ele no começo de minha jornada na antiga Cia. de Telefones do Brasil Central e se não tivesse falecido, talvez eu tivesse seguido a carreira financeira na qual ele investiu tanto em mim.

Quando, com meus vinte e pouco anos, ingressei na diretoria do Praia Clube, tive no paciente Ulysses Finotti aquela atenção que vai muito além do colega experiente, mas do cuidador que sinaliza posições e orienta decisões. Ficava fascinado com nossas conversas aos sábados por volta das 18 horas no restaurante da piscina onde éramos os únicos frequentadores daquele horário. Quantas pescarias combinamos que nunca aconteceram,  até que uma,  o levou de nós.

Ainda no Praia tive no meu inesquecível padrinho Cícero Naves de Ávila, aquela referência carinhosa que me queria tão bem e ao seu lado nas gestões à frente do seu (e meu) querido clube. Fosse lá ou nas margens do Paranaíba onde tinha uma casa de pescaria maravilhosa, fazia de tudo para me agradar, compartilhando suas ideias, seus valores, seu jeito simples e tão especial de ser.

Outras figuras paternas tenho a satisfação de tê-las ainda hoje. A do meu “segundo pai”, Hélio Alves Franco que lá pelos anos 70, numa de suas irreverencias me apresentou como filho ao seu sogro e que sempre me tratou como tal e a quem ainda hoje peço benção. E por extensão me deu minha segunda mãe Celina e a mim que só tenho irmãos,  três lindas irmãs, Bianca, Tatiana e Ariane.

A outra é de quem me acompanha, apoia, cobra,  presente em todos os momentos da minha vida e da minha família com uma generosidade tão grande que é até inexplicável.

Muito do que sou (isso nos aspectos positivos) agradeço a ele, meu tutor Luiz Alberto Garcia com quem tanto aprendi e que tem sido fonte inesgotável de ensinamento. De lições e orientações inspiradoras.

A todos minha gratidão pelo bem que me fizeram e continuam fazendo.

E ao meu pai inesquecível, Eduardo Machado meu preito de saudade não só neste domingo, como em todos os dias da minha existência.




Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.




 
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