24/07/2020 às 14h15min - Atualizada em 24/07/2020 às 14h15min

Bom dia de verdade

CELSO MACHADO
Começo o dia relativamente cedo, por volta das 6h30, com uma caminhada que dura em torno de uma hora e meia. Mesmo morando em um condomínio fechado, prefiro andar pelas ruas da vizinhança do que ficar dando voltas dentro dele.

Evidente que essa jornada diária faz com que cruze por dezenas de pessoas. Gente que está na rua por variados motivos, desde ir para o trabalho, fazer as compras matinais, praticar atividades físicas e por aí vai.

Tenho o hábito de cumprimentar todas com um descontraído bom dia. Sequer um quarto dessas pessoas retorna. Não são poucas as que viram o rosto para desviarem do meu olhar. Umas poucas respondem com uma cara tão fechada que você percebe que gostariam de nos desejar outra coisa.

Fico sem entender o que leva uma pessoa passar por outra, receber uma saudação e não responder. O argumento que não as conheço me parece frágil, porque não estou pedindo nada, pelo contrário, oferecendo.

Ainda assim não estou disposto a mudar minha atitude. Ultimamente, às vezes, até me pego saudando um ou outro cachorro que late ao me ver. Cumprimento quem conheço e quem não conheço pelo mesmo motivo: lhes desejar um dia proveitoso.

Se isso não às toca não tem importância, me faz bem. Considero que seria muita arrogância ou desprezo da minha parte cruzar com uma pessoa num passeio e não demonstrar que a estou vendo.

E quer saber uma coisa? No fundo faço isso porque realmente acredito que quem dá bom dia tem muito mais chance de ter um bom dia, do que quem recebe um bom dia e não retribui. Por falar nisso, um bom dia muito especial para você!



Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.



 
Relacionadas »
Comentários »