10/07/2020 às 11h01min - Atualizada em 10/07/2020 às 11h01min

Pisar na bola

CELSO MACHADO
Amigo que é amigo de verdade, daqueles que fazem toda diferença em nossa vida para torná-la melhor. Que nos apoiam, orientam, compartilham da riqueza de seu convívio, que nos dão força e estímulo constante. Que estão conosco em todas as horas, todos os momentos, nos alegres, igualmente nos difíceis, são verdadeiros tesouros que devemos preservar, valorizar e cuidar.

Mesmo com todos esses predicados, é importante que a nossa estima, admiração em relação a eles não nos impeça de avaliar que sendo humanos, como nós, estão sujeitos a falhas.

Às vezes por exagerarmos em nossas expectativas, quando cometem algum procedimento que não nos agrada vem uma decepção enorme, desproporcional que, se não devidamente administrada provoca sequelas desnecessárias.

Amizades verdadeiras abaladas por pequenos deslizes. Ou equívocos.

Mesmo com todo cuidado nunca vamos conseguir acertar sempre. E nem devemos nos culpar ou condenar por isso.

É humano falhar. Tão humano quanto entender, aceitar e relevar falhas.

Quem de nós nunca cometeu um deslize com pessoas queridas por um descontrole passageiro, uma situação pontual, até mesmo por fraqueza, fragilidade?

Para usar uma expressão muito popular, quem nunca pisou na bola com aqueles que nunca gostaria de submeter a isso?

Vale até relembrar o significado dessa frase: decepcionar alguém com ou sem intenção.

Quem acha que nunca pisou na bola já começa a pisar por prepotência e arrogância. Pior que pisar na bola e não perceber, reconhecer que pisou.

Muito melhor reconhecer o erro, pedir desculpas e ficar ainda atento para não o repetir.

Na vida, como no futebol, quando alguém pisa na bola, pode sempre ter a oportunidade de corrigir a mancada, recompor a postura e dar sequência a jogada certa.

Agora se ficar reclamando, lamentando, o jogo segue, a vida passa, os amigos distanciam e a derrota se torna inevitável.
 


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