14/05/2020 às 07h48min - Atualizada em 14/05/2020 às 07h48min

Esperança empreendedora em tempos de crise

Thiago Kuntze, da Pride Construtora e Incorporadora
Empreender no Brasil, não é fácil! Quantas vezes essa frase fez e faz parte do dia a dia dos pequenos, médios e grandes empresários. E eu concordo plenamente com ela.

Estamos vendo há algum tempo o início da mudança empresarial  no Brasil, deixando de ser necessidade, para virar oportunidade. Ou seja, a pessoa verifica um nicho no mercado e decide empreender naquela área.

Os números dessa modalidade são animadores. Segundo dados da pesquisa de 2018 da Global Entrepreneurship Monitor, dois em cada cinco brasileiros de 18 a 64 anos, estavam à frente de uma atividade empresarial. Além disso, 61,8% dos empreendedores brasileiros abriram seus negócios a partir da verificação de uma oportunidade.

Falar de empreendedorismo em uma crise como a que estamos passando, parece ainda mais loucura, mas não é. É falar que o brasileiro possui criatividade, garra e força para vencer mais essa crise, que acredito, ser uma das piores dos últimos tempos.
No ramo de atividade que exerço, sei da esperança que os brasileiros carregam dentro de si, do desejo de não desanimar, de lutar por seus sonhos. A casa própria, sem nenhuma dúvida, é um dos maiores sonhos brasileiros. Ao mesmo tempo que o conselho de ficar em casa reforça por si só a importância de se ter uma moradia, um lar e um ambiente aconchegante e acolhedor para se estar, o futuro é incerto e consequentemente afeta o poder de compra.

Mesmo em tempos de COVID-19, é possível não desistir da aquisição de um imóvel – que geralmente vem acompanhado de um planejamento familiar de longo prazo! Recentemente foi fechada a compra de um imóvel de forma 100% remota, o que demonstra que é necessário, além de enfrentar a crise, que o empresariado brasileiro passe por constantes reformulações a fim de garantir o seu futuro e seus clientes.

Acredito que a partir desse momento difícil, mudanças aconteçam em diversos setores da economia e também no comportamento das pessoas e do mercado. A partir disso, o empreendedor brasileiro buscará cada vez mais conhecimento, alterativas e planejamento de ações para que possa sempre se reinventar, crescer e permanecer ativo no mercado. Em 2014, de acordo com o Sebrae, os empreendedores tinham 7,9 anos de estudo, número que tenho certeza que crescerá ainda mais, já que quanto maior o tempo de escolaridade, maior é a chance de sobrevivência dos negócios.

Ações nunca vistas antes já demonstram essa necessidade de atuação em conjunto. Nesse momento de COVID-19, é preciso, antes de mais nada, pensarmos nos funcionários, nos seus e nossos familiares, no bem-estar físico e mental de cada um. O home office, que até então gerava tanta discussão no país, foi imposto e mostrou-se extremamente produtivo e respeitoso.

As empresas inicialmente deixaram de se preocupar apenas com seu nome no mercado, para adotar a prática da solidariedade, da colaboração e do olhar atento ao mundo, deixando de ver a outra empresa como apenas mais um concorrente, mas sim um aliado para enfrentar um grande perigo invisível.

É tempo de avaliar alternativas, se reinventar e utilizar todo suporte tecnológico que está à disposição para fazer com que a engrenagem econômica continue funcionando sem comprometer a segurança e a saúde dos brasileiros.



O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 
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