09/02/2020 às 08h00min - Atualizada em 09/02/2020 às 08h00min

Falta de tempo: uma das desculpas mais usadas.

KELLY BASTOS (DUDI)

Bom dia, pessoal!

Quantas vezes você deixou de fazer algo por “falta de tempo”? Massss, “Não existe falta de tempo, existe falta de interesse.” Já ouviu isso?

A falta de tempo é uma das desculpas mais usadas para justificar muita coisa. Quem nunca a usou? No entanto, a “falta de tempo” é apenas uma forma sublime de dizer “não me interessa”. O tempo é um recurso disponível para todos. A boa notícia é que é da responsabilidade de cada um gerir esse recurso tão valioso.

Cada um traça as suas prioridades, muitas vezes, tendo em conta princípios e valores pessoais. Existe aquilo que priorizamos e aquilo pelo qual não temos interesse algum. Geralmente, temos tempo para fazer as coisas do primeiro grupo (o que priorizamos), mas não o temos para as coisas do segundo grupo (o que não nos interessa).

Faz todo sentido. Se não nos interessa, não vamos perder tempo fazendo (pelo menos é uma lógica aceitável). Segundo a nossa consultora, e colaboradora, Eliana Alves Pereira, psicóloga, “A coisa muda de figura quando começamos a criar desculpas de falta de tempo para justificar a nossa falta de interesse por algo que sabemos que é importante e deveria ser prioritário, mas não o é”.

Vejam o que ela diz: “Vou dar um exemplo concreto da época em que eu estava no processo de perda de peso. Lembro- me do dilema que foi me inscrever no ginásio e frequentar as aulas de forma regular. No início, “não tinha tempo” para ir ao ginásio mas, na verdade, o que eu não tinha era motivação e interesse, não era algo prioritário, naquele momento, mas como era algo congruente com o que eu queria (otimizar a perda de peso), era difícil aceitar que não estava dando prioridade a algo importante, então tinha de me justificar, e nada melhor que dizer a mim mesma e aos outros que não ia ao ginásio porque “não tinha tempo”.

É questão de prioridade
“Entretanto, a necessidade que sentia foi aumentando à medida que a motivação se tornava mais forte dentro de mim. Foi nesse momento que tomei consciência de que a falta de tempo era uma desculpa. Coloquei o ginásio como prioridade e o tempo apareceu, “como mágica”. Eu ia ao ginásio todos os dias e era participante assídua das aulas. Conclusão: é tudo uma questão de prioridade”.

“Portanto, repense bem as suas prioridades, principalmente sobre aquelas coisas que diz querer fazer, mas não as faz porque “não tem tempo”.

“O tempo existe sempre, as prioridades e interesses é que gerem como ele é aproveitado. Em vez de dizer “não tenho tempo”, diga “não me interessa” ou “não é minha prioridade”, e veja como se sente reconhecendo a sua verdadeira posição sobre o assunto em questão”.

“Muitas vezes, irá sentir “vergonha na cara” e agir naquilo que é realmente importante para si. Realçando que é crucial fazer uma escolha, tomar uma decisão e aceitar as consequências dessa decisão, parando de criar desculpas”.

“Este exercício ajudou-me muito a determinar as minhas prioridades e ter uma atitude mais proativa em várias áreas da minha vida. Graças a este exercício, consegui perder 5 kg que estavam criando não só um peso corporal, mas um peso emocional muito grande”.

Concluindo
Quantas vezes você deixou de fazer algo por “falta de tempo”? Agora que já sabe que, na verdade, é falta de priorização, falta de interesse, sente mais vontade de fazê-lo? Aceita melhor a sua escolha de não fazer?

Espero que esta reflexão o ajude de alguma forma. Lembre-se de que não existe falta de tempo, o que existe é falta de interesse e priorização.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.








 
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