03/01/2020 às 08h30min - Atualizada em 03/01/2020 às 08h30min

Prosa mansa

CELSO MACHADO

Desde que o programa de tevê “Uberlândia de Ontem e Sempre” teve início, há 17 anos, conduzo um quadro fixo de conversa com personagens de nossa cidade. Famosos, pouco conhecidos, das mais diferentes áreas e atividades. Gente que faz Uberlândia ser como é.

Graças à essa participação convivi com pessoas que há muito tempo não tinha contato, reforcei aqueles com quem encontro mais assiduamente e conheci muita gente boa que não fazia parte do meu relacionamento. Me permitiu ser reconhecido e cumprimentado por tantas pessoas conhecidas e desconhecidas que estão alinhando com este propósito de registrar, divulgar e compartilhar a memória histórica de nossa cidade.

Mantenho todos os registros de mais de 450 desses encontros e agora, dentro do possível e dos recursos captados, estou postando no museu virtual “Uberlândia de Ontem e Sempre”, que pode ser acessado gratuitamente pela internet. O título “Prosa Mansa” veio de uma pessoa muito especial que carinhosamente me trata por essa expressão, o amigo Sebastião Solon, mais conhecido como Tião do Temperão, o homem das linguiças cuiabanas e outras especiarias. Gostei e passei a incorporá-lo como referência do quadro.

Neste primeiro encontro do ano me ocorreu registrar e agradecer, não só à quem me sugeriu um título que me parece cair tão bem, como a grande quantidade de pessoas generosas que tem me dedicado tempo e atenção em compartilhar dessas prosas. Confesso que fico encabulado quando um desconhecido me saúda e comenta sobre essa atividade que desempenho com dedicação, carinho e respeito. E preciso revelar, porque do contrário seria hipocrisia barata, que fico ainda mais agradecido e contente quando isso acontece.

Outro fato que ocorre comigo com muita frequência é cumprimentar quem não lembro se conheço ou não e recebo uma saudação amiga, com citação do meu nome. E até referências familiares ou profissionais. Nessas horas fico imaginando a deselegância que é deixar de saudar alguém. Por isso não me preocupo quando meu aceno não recebe atenção, nem retorno porque o outro não é meu conhecido. Prefiro mil vezes isso do que o risco de deixar de cumprimentar quem me conhece. Agora convenhamos, retribuir uma saudação não faz mal a ninguém.

E me ponho a imaginar quantas pessoas a gente deixa de conhecer na vida, que certamente tem pensamentos, ideias e comportamentos semelhantes, porque ficamos limitados a um restrito universo pessoal, profissional e social. Por tudo isso agradeço a Deus por ser como sou e ter quem me aceita e me dedica atenção.

Obrigado de coração a você, por isso. E que tenhamos um ano novo em que possamos fazer mais por todos. Que dediquemos nossas habilidades e talentos em fazer o melhor. Sermos mais gente e humanos, para cumprir nossa parte. Isso vai fazer toda diferença, pra nós e para os outros. Que venha esse abençoado 2020, de tão bonita numerologia e positivas expectativas.Com muita “prosa mansa” e CelSiceS.

 

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.








 

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