13/09/2019 às 08h30min - Atualizada em 13/09/2019 às 08h30min

Compartilhando experiência

CELSO MACHADO

Não me julgo qualificado para dar conselhos, mesmo em segmentos nos quais tenho algum tempo de atuação. Entretanto pelo que vivi, passei, idade, entre outros fatores, sempre que posso e há interesse gosto de compartilhar experiências. Estive executivo praticamente o maior tempo da minha carreira profissional. Fui subordinado de líderes de estilos completamente diferentes e estive em funções de comando. Tanto de empresas, quanto de departamentos.

Em função disso era constantemente avaliado por diferentes métodos e processos por pares e superiores. Que eu me lembre, nunca alcancei um resultado brilhante, mas entre os aspectos positivos e os a melhorar, os primeiros geralmente predominavam. Liderei e fui liderado. Sofri injustiças e certamente as cometi.

Aprendi cedo a não buscar desculpas, justificativas mas aproveitar todo tipo de feedbacks para evoluir como profissional e pessoa.
Além dessas avaliações, do acesso a fontes maravilhosas de conhecimento, do convívio com pessoas competentes e sábias, tive sempre uma preocupação que foi estar apto para responder, a qualquer momento, em qualquer situação, umas perguntas simples, mas de profundo significado para mim: se fosse dono agiria do jeito que estava agindo? Trataria as pessoas como gostaria de ser tratado? Cuidaria do meu dinheiro da mesma maneira que estava fazendo com o da empresa, ou setor? Minha dedicação, cuidados, envolvimento e comprometimento seriam os mesmos?

Nunca me fizeram essas perguntas. O que poderia parecer uma preocupação desnecessária para alguns, mas para mim não. Permitiu-me construir uma jornada que me levou a patamares que nunca havia imaginado, possibilitou convívio com personagens marcantes dos segmentos em que atuei, não só daqui como do Brasil inteiro. Estabeleceu uma rede de conexão e reputação tão consistente que mesmo depois de, já algum tempo ter encerrado a carreira de executivo, ela continuam gerando oportunidades e possibilitando realização de projetos relevantes.

Fico pensando como se preparar para responder a essas perguntas poderia ser tão contributivas ainda hoje. Os políticos perante seus patrões, os eleitores e toda sociedade. Os dirigentes esportivos, classistas, etc, perante seus mantenedores: os associados e a comunidade.

Os empresários diante dos seus funcionários; Os empregados perante seus superiores, colegas e todos com quem relacionam. Os colaboradores de agremiações com aqueles que os sustentam: os contribuintes e acionistas.

Acredito, pelo menos isto me ajudou muito, que esse cuidado traz muito mais resultados benéficos do que ficar lamentando ou jogando a culpa nos outros pela frustração da jornada. E da nossa trajetória de vida.

Compartilho essa experiência com os amigos que me acompanham porque realmente ela fez diferença na minha carreira pessoal e profissional. Principalmente no meu abençoado sono diário e no julgamento da minha consciência...

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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