01/06/2019 às 09h30min - Atualizada em 01/06/2019 às 09h30min

Síndrome de Burnout

TÚLIO MENDHES
Você tem mudanças bruscas no seu humor como saltar da euforia pra um estresse sem explicação? Tem preferido ficar mais isolado? Tem vivido com uma ansiedade fora do comum? Tem tido dificuldade pra se concentrar? Se os assuntos relacionados ao trabalho te causam aversão, leia o texto completo... Bom e se a maioria de suas respostas foi SIM, fique atento, pois existe uma probabilidade mesmo que mínima de você está desenvolvendo a Síndrome de Burnout.
 
O que é essa síndrome? Bom, resumidamente é uma exaustão prolongada associada ao desinteresse em ir trabalhar. Mas de onde vem esse tal de Burnout? Curiosamente esse termo é originado do inglês: BURN (queimar) OUT (por inteiro). Digamos que é o motivo primário do esgotamento correlacionado com o ambiente profissional e suas demandas. Por outro lado não devemos confundir com o nosso quase normal e conhecido estresse, afinal ele surge em vários contextos, geralmente as pessoas confundem, afinal os sintomas do estresse estão presentes na Síndrome de Burnout.
 
Quando falamos de Burnout, estamos afirmando a existência de uma “desordem” psicológica, ou seja, uma “bagunça” que causa medo, insegurança e até sintomas físicos, psicossomáticos. A pessoa que apresenta o quadro da síndrome sente dores, cansaço, desânimo, apatia, falta de interesse, irritabilidade, alteração no sono, alteração no apetite e tristeza excessiva. Ou seja, é sofrido conviver com Burnout. Mais uma vez vou dizer sobre o RESPEITO à dor do outro. Não julgue alguns comportamentos como frescuras ou coisas simples de serem “curadas”.
 
Com a evolução da medicina e a preocupação com a saúde mental temos conhecido muita “coisa” sobre diagnósticos ora julgados com desdenho. Hoje, diversos estudos têm sido realizados com o objetivo de classificar o comportamento que caracterizado pela exaustão emocional, o distanciamento das relações pessoais e a diminuição do sentimento de realização pessoal consequente pelos prolongados níveis de estresse relacionados ao ambiente de trabalho.
 
Uma maneira bem simples de compreender quando a síndrome de Burnout está dando as “caras” é pelo desgaste emocional, por exemplo, pelo acúmulo de atividades, de responsabilidades, pressões e exigências sofridas pela alta demanda de trabalho. Existem três componentes principais sobre o tem: o primeiro é o esgotamento físico e mental, o segundo é sensação de impotência e o terceiro é a falta de expectativas. Pode-se dizer que é um colapso físico e emocional e na maioria dos casos existe a necessidade de atenção médica imediata, há casos onde existe a probabilidade do risco ao suicídio.
 
A Burnout reproduz um sério desgaste na disposição e nas qualidades como autoconfiança, persistência e empenho. Muitas vezes a ordenação da empresa, a ausência de conexão nas esferas: volume de trabalho, controle, reconhecimento, equipe, justiça e valores, o excesso na carga horária e o modo como os gestores lideram a equipe não contribuem para o melhor aproveitamento das habilidades dos colaboradores.
 
Ainda é incerta a hegemonia da Síndrome de Burnout, contudo existem dados que  sugerem que o diagnóstico acomete um número significativo de indivíduos e que aproximadamente 40% dos profissionais, hoje em dia vivenciam altos níveis de estresse. Geralmente a síndrome manifesta em profissionais como professores, policiais e demais agentes da lei, profissionais que atuam na área da saúde tratando de pacientes com doenças agudas e crônicas etc. É importante combatermos a ideia de que o problema surge em consequência de uma falha pessoal.
 
Enfim, o diagnóstico da Burnout é realizado por um profissional de saúde mental, seja psicólogo ou psiquiatra. Em muitos casos, será necessária a associação de medicação e psicoterapia. INFELIZMENTE existe a incompreensão sobre a síndrome, por isso precisamos falar mais a respeito. É o meu objetivo abordar mais sobre saúde mental. Quer saber mais sobre a saúde mental no ambiente de trabalho? Te espero no próximo sábado. Até lá​.

*Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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