07/04/2019 às 08h00min - Atualizada em 07/04/2019 às 08h00min

Pense antes de falar!

KELLY BASTOS (DUDI)
Quer saber quais são as quatro perguntas que você deve sempre se fazer para garantir uma comunicação mais fluida e assertiva?

“Pense antes de falar”. Já notou como esse conselho, que costumamos ouvir desde a infância, parece tão difícil de colocar em prática algumas vezes? Eu mesma admito que em diversos momentos, principalmente lá atrás, me precipitei em dizer coisas que, talvez, deveriam não ter sido ditas. Com o tempo e diferentes experiências vamos entendendo a importância de escolhermos nossas palavras com mais cuidado.

Seja nos comunicando com a nossa família, amigos e, principalmente com colegas de trabalho, gestores e clientes, como podemos ter certeza de que estamos usando nossas palavras com clareza e, principalmente, para o bem?

Minha dica é que você se faça quatro perguntas simples antes de considerar fazer um comentário, levando em conta o que está prestes a dizer e quais palavras pretende usar. Quando o assunto é trabalho, esse exercício deve ser usado principalmente em reuniões de negócios, em apresentações ou até mesmo em posts nas redes sociais.

Ficou curiosa? Aprenda já!

Isso é verdade?
Embora a maioria de nós não diga intencionalmente uma mentira, quando pretendemos parecer confiáveis e sinceras, muitas vezes usamos “meias verdades”, ou seja, implicações e exageros que podem distorcer facilmente um fato. A princípio, essa “meia verdade” pode até parecer inofensiva, mas acredite: ao se comunicar de forma clara, prezando somente os fatos reais, você não vai precisar se preocupar em ser pega na sua “mentirinha”.

Isso é necessário?
Algo pode até ser verdade, mas isso não significa necessariamente que precisa ser dito. Antes de falar, pense se suas palavras trarão benefícios ou causarão danos a outras pessoas. Se seu comentário não vai levar a um bom resultado, talvez seja melhor não dizer. Seja mais objetiva com a sua comunicação, lembrando sempre que tanto a positividade, quanto a negatividade são contagiosos.

É oportuno?
Você já sentiu vontade de dizer algo que sabia ser verdade, mas só depois percebeu que provavelmente deveria ter escolhido um momento diferente para se expressar? Nem sempre é fácil perceber o timing ideal de uma conversa ou o estado de espírito de outra pessoa, mas aqui fica a minha dica: ao ouvir de verdade o discurso do outro você consegue entender melhor suas mensagens verbais e físicas. Aí, maiores as chancesde saber se é melhor morder sua língua e guardar um comentário para mais tarde, ou se aquele é o momento exato para expor suas opiniões.

É gentil?
Inclusive nas reuniões de negócios, quando você suaviza seu tom ou até muda a escolha das palavras para transmitir uma comunicação aberta e educada, fica mais fácil abrir espaço para que suas opiniões e ideias sejam ouvidas e abraçadas. Mude sua perspectiva! Ao invés de julgar o projeto do outro, atacar seus comentários ou defender com unhas e dentes suas próprias ações, se permita trocar palavras gentis e tentar analisar cada situação com o olhar do outro. A comunicação vai fluir de maneira muito mais leve e positiva, pode acreditar!

Resumindo
Muitas vezes você já quis dizer a alguém em um determinado momento: “Pense antes de falar, informe-se antes de pensar”. Por quê? Talvez porque a pessoa estivesse dando a sua opinião com veemência mas sem argumentos. Certamente nós também já agimos dessa forma, uma vez que é muito mais fácil falar casualmente do que construir um pensamento elaborado e sustentado por verdades comprovadas. Em outras palavras, é mais fácil dizer “é assim porque sim” do que dar justificativas.Se queremos que os outros levem a sério o que queremos comunicar, é aconselhável adotar uma posição de prudência e cautela. Raramente temos a razão absoluta e, pelo contrário, muitas vezes a outra posição tem um ponto de razão. É preciso aproveitar o poder da nossa mente e desenvolver toda a sua potencialidade, informando-nos e falando criteriosamente. As palavras têm muito mais força do que imaginamos. Elas podem criar discursos inofensivos ou dolorosos, criar divergências ou fortalecer os relacionamentos, motivar ou desmotivar de formas inimagináveis.
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