18/01/2019 às 11h36min - Atualizada em 18/01/2019 às 11h36min

Sem humor nada feito!

KELLY BASTOS (DUDI)
O novo ano começou. Estávamos ansiosos por esta nova oportunidade, não era? Compramos uma agenda nova, tão bonitinha que até temos pena de usar (na prática, só nos lembraremos dela no início de fevereiro), renovamos a inscrição na academia, cortamos ou tingimos o cabelo, limpamos o armário e, claro, ainda remexemos nos mesmos armários na esperança de encontrar nem sei o quê!

Janeiro é o mês da esperança e das promessas e, apesar de muitos maldizerem esse mês (não sei o porquê), é em janeiro que o mundo nos aceita de volta e nos diz – “Vá, tenta lá outra vez”! No meu caso, queridos leitores, quero dizer que acho que esse ano, como sempre, será extraordinário! No meu íntimo, sou do tipo que acredita e diz “vai embora, vai em frente que tudo correrá bem”! Pés bem assentados no chão e que me ensinam a ter aquela coisa horrorosa à qual chamamos “cautela”. Então, vamos que vamos! Seja de um jeito ou de outro, é bem melhor iniciar o ano trabalhando com objetivos.

Sonhar a longo prazo ou desfrutar do agora? De qualquer forma, seja para mim ou para você, trabalhamos muito melhor assim – por objetivos – e, euzinha, particularmente, prefiro. E você, já decidiu qual lugar irá escolher, aquele que queira mesmo conhecer em 2019? Quer uma dica para colocar em prática? Experimente espalhar imagens pela casa para acordar e lembrar-se desse sonho. Criar imagens mentais ajuda bastante, mas ajuda também a caminhar, constantemente, em direção a esse objetivo, como se fosse uma nova meta. Desde sempre sou adepta desse exercício e o meu único e grande cuidado é não abusar dessa criação mental futurista para nunca me esquecer do mais importante: estar presente. Estar presente, aqui e agora. Então, você pode me perguntar, como é que se projeta um sonho, enquanto se dá total prioridade ao dia de hoje, porque, de fato, é tudo o que temos?

O truque é ir e voltar: Como imaginam, muitas vezes a gente não tem resposta para tudo, mas tenho algumas convicções que vou repetindo a mim mesma: é preciso sonhar, desejar, querer evoluir e manter o coração no lugar certo. Saber usufruir do que se tem, agradecer o que existe. Permito-me espalhar fotos dos lugares que quero conhecer e falar sozinha sobre viagens que ainda não aconteceram. No entanto, não posso demorar-me muito nessa “viagem”, concordam? Tenho de ir e voltar – sonho e realidade – à realidade, na verdade, que precisamos gostar mais do que aquilo que ainda não aconteceu.

Querido janeiro – já impões-me que deseje, que me desafie, que queira. Te agradeço a oportunidade, mas já te digo, de antemão, que pretendo viver cada dia com entrega, cada mês com serenidade, cada minuto com o maior tempo possível. Não vou endoidecer por ser janeiro, desculpa aí, tá? Está sendo um mês de recomeços, mas sem nuca deixar de ser presente.
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