21/03/2018 às 10h57min - Atualizada em 21/03/2018 às 10h57min

​Sejamos todos Stephen Hawking

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA | COLUNISTA

 Na última quarta-feira (14), faleceu uma das mentes mais brilhantes da história: o físico britânico Stephen Hawking. O cientista é reconhecido internacionalmente por seus estudos revolucionários sobre buracos negros e a teoria da relatividade. Além disso, Hawking foi um dos maiores responsáveis por fomentar o estudo científico e democratizá-lo. Em vida, escreveu e foi coautor de um total de 15 livros, incluindo o popular “Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros”.

Aos 21 anos de idade, durante seus estudos em Cosmologia na Universidade de Cambridge, o então jovem Stephen Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que desativa os nervos responsáveis pelo controle muscular. Apesar de ter recebido o diagnóstico ainda nos primeiros estágios da doença, os médicos estipularam um tempo de vida de aproximadamente dois anos e meio para o físico, considerando ainda que ele sofreria paralisia total de seus músculos antes mesmo de completar seus estudos em Cambridge.

Mesmo com o pessimismo dos especialistas diante de suas condições, o jovem Stephen Hawking viveria não apenas para completar seus estudos, mas também para se tornar um dos cientistas mais renomados da história e revolucionar a ciência moderna como a conhecemos. No dia 14 de março de 2018, o professor sucumbiu à doença que o havia assombrado desde a juventude – 50 anos depois do prazo então estipulado por seus médicos.
Stephen Hawking sofreu, de fato, com as consequências impostas pela ELA em seu corpo. Ainda nos anos 80, o cientista já se encontrava num estado de paralisia total que comprometia inclusive sua habilidade de fala. Contudo, com a ajuda de um software desenvolvido especialmente para captar os movimentos dos olhos, Hawking pôde continuar a se expressar e, então, dar continuidade ao seu trabalho e às suas aulas.

Trata-se, portanto, da trajetória brilhante de um grande cientista, cujo nome e essência viverão para sempre na história da humanidade. Mas, mais que isso, trata-se de uma biografia inspiradora, uma história que tem o poder de nos fazer refletir sobre nossas limitações e sobre os desafios e obstáculos que encontramos ao longo da vida. Durante sua vida e carreira acadêmica, Hawking declarou diversas vezes que, antes de seu diagnóstico, se encontrava desanimado com suas perspectivas de vida. Com o choque em saber que poderia não viver o suficiente para conseguir seu título de PhD, o professor se dedicou mais intensamente à sua vida acadêmica e seus estudos em Cosmologia.

Todos enfrentamos, em diferentes graus, dificuldades na vida. Seja no meio acadêmico, corporativo e até mesmo em nossas intimidades, os obstáculos sempre estarão presentes, e nossa prontidão e força de vontade em superá-las é o que determinará se nossas histórias serão de sucesso ou não. Pensando estrategicamente, semeio o questionamento: por que não podemos, todos nós, sermos como Stephen Hawking? Por que não podemos, assim como esse grande cientista, transformarmos nossos obstáculos e limitações em fatores potencializadores de nossas carreiras em vez de nos deixarmos levar pelo pessimismo de terceiros?

Que aproveitemos os ensinamentos deste grande homem não apenas no meio científico, mas também tomemos sua trajetória como uma lição de vida sobre propósito e força de vontade. Que coloquemos, assim como Stephen Hawking, todo o nosso esforço e dedicação em nossos projetos de negócio e carreira. Que façamos de Stephen Hawking nosso professor e, sempre que iniciarmos uma nova etapa em nossas carreiras, apontemos sempre para o ponto mais alto a ser alcançado – as estrelas.
 
 
 
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