02/01/2018 às 17h09min - Atualizada em 02/01/2018 às 17h09min

2018 chegou: o que podemos fazer por ele?

ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA | COLUNISTA

2018 já está à porta! Depois de uma longa e árdua caminhada, repleta de altos e baixos enfrentados pelo Brasil e sua população em 2017, o Ano-Novo chega para renovar nossas esperanças e carregar-nos de energias para enfrentarmos novos desafios. E essa nova caminhada, ambígua e tão cheia de incertezas, promete fortes emoções.

Embora os prospectos políticos e sociais não pareçam muito animadores, o calendário do brasileiro para este ano está cheio. Já no início de fevereiro acontece o Carnaval, a maior festa popular do Brasil, celebrado do norte ao sul do país. Esse elemento da cultura nacional é tão importante que não é incomum ouvirmos dizer que o ano só começa, de fato, depois da quarta-feira de cinzas. Todos os anos, faça chuva ou faça sol, milhões de reais são investidos em desfiles de escolas de samba, blocos de rua e outros eventos culturais do mesmo gênero. São dias em que o país pára completamente com um único objetivo: celebrar esta festa que incorpora a brasilidade como nenhuma outra.

2 de abril de 2018 é o prazo limite para os candidatos estarem filiados a um partido. O calendário eleitoral é decisivo para os candidatos montarem suas estratégias. Estas datas definidas em lei estabelecem prazos e o tempo mínimo de filiação partidária. Neste momento ocorre o fechamento de alianças e escolhas de quem vai e quem não vai disputar a eleição.

Fazendo uma pequena pausa na política, neste ano teremos outro evento com uma capacidade gigantesca de paralisar o Brasil: a Copa do Mundo da Fifa. De quatro em quatro anos, a seleção canarinho entra em campo para defender a pátria de chuteiras e, nesta edição em especial, é questão de honra recuperar o orgulho ferido na última Copa, quando o Brasil levou sua pior goleada em 100 anos de nossa maior paixão nacional.

Mas, nesses anos mágicos em que o povo brasileiro pode desfrutar de duas das suas maiores paixões num curto espaço de tempo, há um terceiro evento - mais importante, mas não tão amado - capaz de parar o Brasil: as eleições. A cada quatro anos, depois de tirar a fantasia e pendurar as chuteiras, o povo brasileiro vai às urnas para escolher seus representantes em nível estadual e federal, e os partidos políticos saem às ruas à caça do precioso voto popular, que dará direito ao assento nas tão desejadas cadeiras dos poderes legislativo e executivo.

Ainda que a eleição seja, em tese, um processo democrático, é nela que se desdobram disputas entre as mais variadas ideologias, com pautas que nem sempre contemplam ou interessam à maioria da população - que sustenta, com seus impostos, o país.

É difícil analisar este cenário e não fazer uma relação quase imediata com a famigerada “política do pão e circo”, popularizada durante o Império Romano, que de lá para cá, parece não ter saído de moda. Enquanto o país festeja e comemora e a mídia se esbalda em coberturas cinematográficas acerca daqueles eventos, as propostas e planos de governo dos candidatos ficam em segundo plano, muitas vezes sendo mascarados pelos momentos de alegria e comoção nacional, e o destino do país corre o sério risco, mais uma vez, de ser entregue nas mãos de governantes despreparados, corruptos e egocêntricos.

É possível evitar que isso aconteça. Mas, para tanto, é preciso pensar estrategicamente: é chegada a hora de tomarmos consciência e nos posicionarmos desde já. Ou escolhemos gente competente e honesta para administrar o país, ou nos próximos quatro anos estaremos, mais uma vez, lamentando sobre os desmandos que essa gente pratica às nossas custas. Ou acordamos de uma vez por todas sobre o caos em que vivemos, ou seguiremos à margem das oportunidades de mudanças que se apresentam para o momento.

O ano promete tudo para ser dos mais memoráveis e históricos. Cabe a nós, contudo, a decisão de torná-lo lembrança memorável e que nos trará orgulho ou que nos trará vergonha e arrependimento. Agora é a hora de mudar ou mudar! É o que podemos fazer por ele.

Um Feliz Ano-Novo a todos os brasileiros e que, em 2018, sejamos capazes de mudar a nossa sorte.

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