13/08/2018 às 11h28min - Atualizada em 13/08/2018 às 11h28min

Um autêntico Citroën

Cactus chega com a missão de fazer marca francesa voltar a crescer no Brasil

FOLHAPRESS
A Citroën não pode errar. Com menos de 1% de participação em vendas no mercado brasileiro e em processo de reestruturação da rede de revendedores, a marca precisa lançar um carro de grande volume para voltar a crescer. O escolhido para essa tarefa é o C4 Cactus. O novo jipinho urbano chega às lojas no início de setembro. O primeiro contato com o modelo foi feito na fábrica do grupo PSA Peugeot Citroën, na cidade de Porto Real (RJ).
A versão mais equipada terá motor 1.6 turbo flex (173 cv) e câmbio automático de seis marchas. Os faróis são divididos em duas partes: a inferior concentra os fachos alto e baixo, e a superior traz as luzes de uso diurno, em LED. A pintura pode ter dois tons, algo que exigiu a modernização da linha de montagem. Eduardo Chaves, diretor do polo industrial da PSA, afirma que estão sendo investidos R$ 580 milhões na fábrica de Porto Real. O resultado desse investimento é visto no esmero da construção. Tudo parece perfeitamente encaixado, sem folgas aparentes entre peças da cabine ou da carroceria.

Detalhes fazem do Cactus um autêntico Citroën. Há uma faixa de tecido cinza aplicada no lado direito do painel, sem função alguma. Está ali apenas por charme, como um lenço à mostra no bolso do paletó.
As forrações da cabine têm tons escuros, bem diferentes das múltiplas cores disponíveis no Cactus europeu. Fabricio Biondo, vice-presidente de relações públicas do grupo PSA na América Latina, explica que não seria possível repetir o padrão francês no Brasil, devido às características do mercado local.

Outra diferença do modelo nacional para o estrangeiro está na suspensão. O carro feito no Rio de Janeiro é mais alto e está sendo preparado para encarar buracos na cidade e em trilhas leves.
O motorista encontra boa posição ao volante, que tem regulagem de altura e de profundidade. Diante de seus olhos há um painel digital monocromático e sem graça, inferior ao que será oferecido como opcional no Volkswagen T-Cross, futuro concorrente do Cactus.

Um teste feito com unidades camufladas do novo Citroën permitiu conhecer a dinâmica do carro. A versão disponível estava equipada com o motor turbo.
O Cactus apresentou um rendimento quase esportivo, além de bastante conforto ao rodar. A direção com assistência elétrica do C4 se mostrou precisa e leve em manobras.
Os quatro protótipos avaliados tinham diferenças de performance e calibração do conjunto mecânico, não só para adequação ao gosto do consumidor brasileiro, mas também para diferentes mercados. O Cactus será exportado para países vizinhos, principalmente a Argentina.
 
Os carros avaliados fizeram parte da fase de desenvolvimento do produto. A Citroën afirma ter rodado mais de 1 milhão de quilômetros em testes para adequar seu SUV aos caminhos do Brasil.

Pequeno
Versão "popular" terá motor 1.6 flex


Com cerca de 4,20 metros de comprimento, o veículo será um dos menores modelos de seu segmento. Para compensar, a distância entre eixos de 2,60 metros é apenas 1 cm menor que a do Honda HR-V, que é referência em espaço interno no segmento de SUVs compactos.

As versões mais caras do Cactus terão seis airbags e um rack de teto exclusivo, pintado de preto brilhante.
A principal novidade será o sistema de frenagem automática, capaz de parar o veículo caso detecte uma situação de emergência, evitando batidas e atropelamentos.
Para ter um preço atraente nas opções mais simples, a Citroën fará também um jipinho despojado. As rodas de liga leve serão trocadas por um conjunto de ferro recoberto por calotas de plástico.
O Cactus "popular" será equipado com motor 1.6 flex sem turbo (118 cv na versão automática), ar-condicionado e direção com assistência elétrica. O preço só será divulgado no fim de agosto, mas estima-se que os valores partam de R$ 70 mil.

Os principais concorrentes do modelo Citroën são Honda HR-V 1.8 flex (a partir de R$ 83,1 mil), Nissan Kicks 1.6 flex (preço inicial de R$ 73 mil) e Hyundai Creta (R$ 77,8 mil na versão 1.6 flex Attitude).
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