22/01/2022 às 09h00min - Atualizada em 22/01/2022 às 09h00min

A importância do Janeiro Branco

TÚLIO MENDHES
Foto: Reprodução/Internet
Janeiro é o mês dedicado à conscientização para os cuidados com a saúde mental! De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo (9,3%) e o segundo maior das Américas em depressão (5,8%). A saúde mental representa mais de 1/3 da incapacidade total no mundo, com transtornos depressivos e ansiosos como maiores causas – os quais respondem, respectivamente, pela 5ª e 6ª causas de anos de vida vividos com incapacidade no Brasil.
 
Ainda segundo a OPAS, entre 35% e 50% das pessoas com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado e, nos países de baixa e média renda, o percentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%. Esses dados demonstram a relevância de se ampliar o debate e as estratégias para o enfrentamento desse cenário.
 
Quando se fala em saúde mental, muitos relacionam à ausência de doenças, como ansiedade e depressão, por exemplo. Entretanto, a OMS conceitua saúde como um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças ou demais enfermidades. Infelizmente o senso comum tende a tratar a saúde mental como algo menor ou como fraqueza pessoal, falta de fé e outros estereótipos negativos que fazem com que muitas pessoas que estão em sofrimento não tenham coragem de admitir o que sentem e nem de pedir ajuda.
 
Por isso, o JANEIRO BRANCO é um mês especial para tratar de assuntos sobre a Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas. Desde 2014 um grupo de psicólogos aqui de Uberlândia (MG) compartilhou a ideia de que as tradicionais comemorações das festas de fim de ano, que é quando estamos mais propensos a repensar nossas vidas, as relações sociais, as condições de nossa existência, nossas emoções e sentidos existenciais... o mês de janeiro foi escolhido porque geralmente é nessa época do ano em que refletimos com mais sinceridade as condições de nossas vidas.

Por outro lado a cor branca é utilizada simbolicamente fazendo referências a uma página em branco ou em uma tela em branco, para que novas práticas sejam reescritas, objetivando o bem estar da saúde mental, portanto, o Janeiro Branco trata-se de uma campanha que simboliza e valoriza a vida, novos recomeços... bem ao estilo as campanha setembro amarelo, outubro rosa e do novembro azul. Em suma... a campanha traz à tona a saúde mental como um tema importante para todos os indivíduos, merecendo nossa atenção e nosso cuidado todos os dias.
 
Concluindo, a questão que motivou a criação da campanha é bem simples (e muito séria): as pessoas estão adoecendo em quantidade e ritmo preocupantes. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão. O número é equivalente a 5,8% da população, colocando o país em segundo lugar no ranking americano (atrás apenas dos Estados Unidos). Por isso o Janeiro Branco tem sido uma fonte inesgotável de ações e de reflexões sobre tudo que foi mencionado, especialmente a preservação e valorização da saúde mental e obviamente da vida num todo.
 
Assim, os princípios e valores da campanha são compartilhados pelos diferentes mercados que promovendo palestras, oficinas, cursos, workshops, entrevistas em canais de comunicação, caminhadas, rodas de conversa e abordagem de pessoas em todos os lugares nos quais se encontram, por exemplo, nas ruas, praças, igrejas, empresas, residências, academias, shoppings, hospitais, prefeituras etc.
 
Esse ano por causa da pandemia da covid-19, a Campanha está priorizado os espaços abertos e meios online. Uma humanidade mais saudável pressupõe uma cultura da Saúde Mental no mundo! Por isso eu faço parte e te convido dar importância a IMPORTÂNCIA do Janeiro Branco. Ah e não se esqueça do quanto é importante manter ativa nossa rede socioafetiva, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas.
 
Por hoje é isso... até breve!


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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