27/03/2021 às 09h54min - Atualizada em 27/03/2021 às 09h54min

Coronavírus - entre o senso comum e a ignorância

TÚLIO MENDHES
Ainda em tempos de Sars-CoV-2, isto é, a “Síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2”, nós jornalistas, colunistas, blogueiros e “digital influencers”, isto é, nós que influenciamos o comportamento e opinião de milhares ou milhões de pessoas, mediante o conteúdo que publicamos... estamos comprometidos em obtermos o máximo de informação para compartilharmos com a sociedade num todo, afinal o mundo inteiro está lutando para conter a disseminação de um vírus devastador... desde a última pandemia.
 
Em nossas redações/pautas tratamos quase que exclusivamente sobre informar a população a respeito dos riscos provocados à saúde pelo “coronavírus”. A cada palavra dita/escrita nos esforçamos em ser éticos esclarecendo com cautela, as principais e recomendadas medidas de proteção; Infelizmente temos falado sobre o números estarrecedores de famílias dizimadas, mães que perderam seu filho único, outras perderam os maridos e dois filhos, noutras famílias morreram todos (pai, mãe e o único filho). A cada nova publicação o desespero, o desalento informa que o recorde foi batido – como se estivéssemos numa competição.
 
Muitos de nós ligados a comunição social, precisamos engolir o choro, respirar fundo e informar a notícia, estatística etc. Independente do formato adotado para compartilhar com jornais, rádio, internet, outras plataformas de comunicação. Por exemplo, a TV que a propósito ainda é o principal meio de comunicação em massa no Brasil. Contudo, infelizmente algumas pessoas questionam nossa sensibilidade lidando com essa tragédia.
 
Nosso único objetivo é parecer o mais profissional possível, porque precisamos manter nossos empregos, pois também temos família, filhos pequenos, temos mãe, avó etc... Temos colegas que perderam um ente-querido e dois dias depois precisaram ir pra frente da... Câmera? Luz? Áudio? Ação! Gravando... com seus ternos sob medidas e coluna ereta o homem com o coração dilacerado, mas com expressão serena deseja um bom dia a todos que assistem o jornal, mas infelizmente parte dos telespectadores sem um pingo de empatia julgam o ser humano que os mantêm informados.
 
Outros colegas dentro das redações sentados na frente do computador redigem as estatísticas sobre as mortes, sabendo que entre aqueles números seus pais, maridos, filhos, enfim... um ente querido está somando o crescimento da calamidade vivenciada por todos nós.
 
Lidamos com um vírus que diariamente está matando milhares de pessoas. Sabemos que a terminologia correta é COVID-19 (SARS-CoV-2) identificada até o momento. Contudo vivenciamos outro vírus que provoca náuseas, asco, um mal-estar absurdo. São tantas terminologias que o identificam, como medíocre, desprezível, banal, horrível, repugnante e muitos outros.
 
Esse maldito “vírus” da perversa DESUMANIDADE contamina sem escolher cor, gênero, raça, sexualidade, classe social. Seu poder de contágio tem sofrido mutações que variam entre o senso comum e a ignorância. Os principais sintomas tem molhado nossa bandeira com as lágrimas de 303 mil famílias que tiveram dizimado suas mães, irmãos, amigos, namorados, avós, tios, entre outros. Esse número absurdo foi contabilizado até ontem (26/03).
 
Por fim... reféns dessa situação ao invés de disseminarmos ódio a quem é de direita ou esquerda, jornalista ou telespectadores, feminista ou machista... TODOS nós  precisamos reconstruir a cultura da amizade, da solidariedade de quem tocava e ouvia a mesma música, se emocionava no mesmo cinema, e apreciava a mesma comida.
 
Ainda estamos em tempo de recuperar o orgulho nacional lavando a tristeza e restaurando as cores da nossa bandeira, afinal vivemos no Brasil, com um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esperança à terra desce, e em teu formoso céu, risonho e límpido a imagem do Cruzeiro resplandece.
 
Nosso Brasil é gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso e o teu futuro espelha essa grandeza terra adorada entre outras mil és tu, Brasil ó pátria amada! Dos filhos deste solo é mãe gentil, pátria amada Brasil!


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