16/10/2020 às 08h00min - Atualizada em 16/10/2020 às 08h00min

Quem foi rei...

CELSO MACHADO
A sabedoria popular nos ensina muito. E com uma capacidade de argumentação bastante consistente. 

Dentre tantas lições que nos passa, escolhi uma esta semana para abordar: quem foi rei nunca perde a majestade!

O motivo da escolha é fácil de explicar:  estive esta semana visitando nosso querido Uberlândia Clube tão bem denominado “o palácio encantado da cidade” pelo talentoso jornalista social Marçal Costa.

Suas instalações sofreram com a falta de manutenção, até mesmo com a má utilização e “gambiarras” para continuar funcionando precariamente como aconteceu nas duas últimas décadas.

A atual diretoria tem feito um trabalho, intenso, cuidadoso, minucioso de recuperação de suas instalações. 

Pena que grande parte da sociedade ao invés de ir verificar o que está sendo feito, apoiar efetivamente, não apenas com palavras, faz críticas indevidas e principalmente injustas.

Se o Uberlândia Clube sofreu durante anos com uma gestão precária, que me desculpem os críticos, mas a culpa é de todos que vivem aqui porque delegaram a quem tinha limitações para conduzi-lo, para não falar que o abandonaram.

Fico muito à vontade para fazer observação porque, como um acionista em dia com os compromissos financeiros do clube, estou no time dos principais culpados pelo que aconteceu nesse período.

O carinho no cuidado que o Uberlândia Clube vem recebendo merece todo apoio de quem deseja, de verdade, que volte a ocupar o lugar que lhe é devido em nossa cidade.

Evidente que essas obras de conservação, manutenção e reparo estão valorizando o que ele tem de diferencial: sua imponente arquitetura, seus lindos traços que encantam e apaixonam quem o visita.

Existe outra parte que vai além disso e onde o papel da sociedade é fundamental: voltar a dar vida a sua efervescência social.

Ninguém em sã consciência pode esperar que voltem eventos como os bailes de de gala, festa de debutantes, saraus etc porque os costumes hoje são outros.

Mas festas maravilhosas de casamentos, recepções de eventos, aniversários, bodas, congratulação de empresas logo, logo poderão ser realizados em suas encantadoras instalações.

Não tenho autoridade para isso, mas como apaixonado por nossa cidade, me atrevo a fazer um convite: faça uma visita ao Uberlândia Clube e confirme se ele não justifica plenamente a expressão “quem foi rei nunca perde a majestade”.

Um trabalho competente está sendo conduzido por uma diretoria de pessoas sérias e muito em intencionadas.

Falta sua parte, a minha, a de toda a cidade.


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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