15/08/2020 às 08h46min - Atualizada em 15/08/2020 às 08h46min

O que são e quais os sintomas e tratamentos para pólipos intestinais

TÚLIO MENDHES
Já conversamos sobre esse tema peculiar e mais comum do que se pensa. Bom, quem nunca sentiu desconforto abdominal como dores, importantes alterações no funcionamento do intestino, excreção de muco ou sangramento ao evacuar? Então! Se o brasileiro é especializado em algo, com certeza é ignorar sintomas importantes que tardiamente investigados desenvolvem sérias complicações, sem contar o hábito horroroso de se automedicar. Quando o tema é intestino... as pessoas sempre têm uma receitinha ensinada pela tia-avó do avô da bisa etc. Mas o assunto é sério, muito sério. Como discriminado no título, vamos falar sobre pólipos intestinais, uma das condições mais comuns que afeta o intestino, ocorrendo em 15 a 20% da população.
 
A pergunta é: O que são esses pólipos? Bom, nada mais nada menos que uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto). Eles têm a semelhança de um cogumelo, que podem surgir em qualquer parte do intestino grosso. Inicialmente são benignos, em alguns casos crescem até sofrerem uma transformação maligna. Portanto é mais que importante à remoção desses pólipos, tendo como principal objetivo a prevenção contra o câncer. Pois esses pólipos surgem como mutações de algumas células da mucosa, modificando assim seu comportamento. O surgimento geralmente ocorre ao longo de nossas vidas. Contudo, estudos concluíram que a idade de maior risco para o surgimento dessas mutações se inicia após os 50 anos. Por outro lado, surge por ser hereditário, assim ressaltando a importância de se pesquisar o histórico familiar ao analisar o risco de adquirir doenças como os pólipos intestinais. Outros fatores de risco que demandam atenção pra o surgimento desses pólipos são as condições inflamatórias do intestino, por exemplo, colite ulcerativa e doença de Crohn, a obesidade, o sedentarismo, o histórico familiar de pólipos colorretais ou câncer de cólon, o uso de tabaco e álcool, o descontrole da Diabetes tipo 2 etc.
 
Um fato é que na maioria das vezes esse surgimento não apresenta sintomas. A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser útil mostrando a necessidade da realização de pesquisas completas, por exemplo, através de uma a colonoscopia ou outros exames endoscópicos como a retossigmoidoscopia rígida e a retossigmoidoscopia flexível. A retossigmoidoscopia rígida permite a avaliação de aproximadamente 20 cm finais do intestino, enquanto a retossigmoidoscopia flexível permite o exame de 30 a 60 cm. Por outro lado, a colonoscopia permite a avaliação de todo o intestino grosso. No exame radiológico chamado enema baritado é injetado um contraste por via retal que irá mostrar as paredes intestinais no exame de raios-X.  Os pólipos encontrados nos exames devem ser totalmente removidos e enviados para análise de um médico patologista. A maioria desses pólipos pode ser removida através da colonoscopia, que produz imagens de excelente qualidade e tem grande variedade de acessórios destinados à remoção, proporcionando aos especialistas condições de compreender a evolução da diagnose e quais instrumentos devem ser usados de acordo com as características de cada pólipo. Contudo, dependendo da localização de alguns, a remoção é feita através de procedimento cirúrgico. Obviamente que ao realizar a colonoscopia existe sim a possibilidade de complicações potencialmente graves como hemorragia ou perfuração intestinal, fato que exige também e imediatamente tratamento cirúrgico. Apesar de existir sim a possibilidade de complicações, sua baixa incidência não deixa dúvidas a respeito do benefício de se propor a colonoscopia e a polipectomia, como proposta eficaz na prevenção do câncer de intestino.
 
Mesmo após a remoção dos pólipos, apesar de não serem comum eles podem reaparecer, infelizmente é uma possibilidade que existe. É comum o surgimento de novos pólipos em locais distintos, o que ocorre aproximadamente em cerca de 30% dos pacientes. Por esse motivo, é prioritário o acompanhamento pós-remoção. Algumas situações particulares caracterizam risco elevado para o câncer de intestino, ou seja, a investigação através do exame de colonoscopia precisa ter um intervalo de tempo abreviado, objetivando uma proteção mais adequada em cada situação. Fica a dica, cuide-se. Até mais.




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