11/01/2020 às 08h00min - Atualizada em 11/01/2020 às 08h00min

Benefícios do vinho para a saúde

TÚLIO MENDHES

Desde os primórdios da civilização o vinho é tido genuinamente como elixir de perfeição, superioridade, excelência. Indispensável no dia a dia dos egípcios, romanos, gregos e cristãos que o consumiam para celebrar incontáveis ocasiões. Mas pode-se comprovar que eles também visavam o tratamento e atenuação de várias condições de saúde. Afinal, além de ser prazeroso degustar um bom rótulo de vinho, a bebida também traz inúmeras contribuições para a saúde humana. Obviamente quando ingerida com moderação. Bom, diariamente tem aumentado o número de pesquisas e teorias que exaltam os benefícios da bebida. Veja alguns efeitos positivos do vinho no organismo:
 
Faz bem para a saúde mental
Sabe quando a gente junta um monte de coisa, fica irritado e do nada explode? Não precisa nem maracujá, muito menos de calmante. O vinho pode melhorar nossa qualidade de vida, afinal, consumi-lo com moderação leva a resultados melhores em testes de habilidade, emoção. Por exemplo, três doses de vinho por semana melhoram a memória e ativam uma enzima que protege os neurônios desenvolvendo as sinapses no hipocampo. O que significa a diminuição na progressão de doenças neurológicas degenerativas como o Alzheimer. Um novo estudo da universidade de Harvard, diz que o consumo diário em baixa quantidade pode ser associado a um menor risco de demência.
 
Previne vários tipos de câncer
As células tumorais formam-se devido a uma desorganização interna que descontrola a sua multiplicação genética. Ao que tudo indica, o consumo moderado de vinho faz com que os compostos fenólicos consigam restabelecer a ação dos genes supressores de tumores, controlando a proliferação dessas células como as dos cânceres de próstata, pulmão, bexiga, ovário, garganta, entre outros.
 
Faz bem pra o coração
Beber uma taça de vinho por dia é bom para o coração. Rico em antioxidantes, ele protege o sistema cardiovascular. Para quem gosta de uma boa taça de vinho, olha a notícia boa, uma dose moderada previne doenças cardíacas, reduz a pressão, controla o colesterol e aumenta a longevidade. O vinho pode ajudar a proteger os polifenóis aumentando os níveis de colesterol HDL (o bom) e diminuindo o LDL (o mau), além de dificultar a formação de coágulos, responsáveis pela incidência de ataques cardíacos e AVCs, também inibe infecção por fungos, promove a imunidade e preserva a integridade das células sanguíneas.
 
Aumenta a libido e diminui o stress
De acordo com uma pesquisa realizada por investigadores da Università di Firenzi, na Itália, o vinho pode ser afrodisíaco e aumenta a libido. Segundo os especialistas, deve-se ao elevado teor de substâncias encontradas na bebida que promovem a produção de serotonina, dopamina e endorfinas. O consumo moderado mimetiza a produção de hormônios como se a pessoa tivesse praticando exercício físico. O que significa que a bebida simula a sensação de relaxamento e prazer que temos após fazer exercício.
 
Além de todos estes benefícios, o vinho também diminui o risco de ter hemorroidas, combate os sintomas das varizes, reduz a pressão arterial, equilibra os níveis de insulina no sangue, impede a formação e o acúmulo de gordura na região do abdômen, combate a gengivite, reduz as dores de garganta, diminui as consequências negativas de levar uma vida sedentária, limpa o paladar e a língua.

Mas todos esses benefícios não são motivos para consumir o vinho em excesso. Como disse no começo do texto, basta uma taça ao dia para conquistar tais benefícios. O vinho é uma bebida alcoólica, e seu consumo deve ser controlado, principalmente por pessoas com diabetes. Para essas pessoas, é indicado o consumo durante as refeições, para diminuir os riscos de hiper ou hipoglicemia. Assim como praticamente todos os alimentos, se consumido sem exageros, o vinho garante prazer e promoção para uma vida saudável.

Pra hoje é isso. A propósito, sou um amante de bons vinhos. Marquemos qualquer dia uma boa prosa engarrafada. Que tal? Te espero no próximo sábado!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.









 

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