14/09/2019 às 08h30min - Atualizada em 14/09/2019 às 08h30min

Sarampo, um assunto necessário

TÚLIO MENDHES -

Uma das principais notícias que temos comentado na imprensa é o rápido avanço do sarampo no Brasil. Sim, meus caros, a regressão de um mal eliminável por vacina, tal e qual o sarampo, denota que todas as demais doenças que estão extintas ou contidas no país e, com baixos resguardos vacinais como a rubéola, são uma ameaça de reintrodução ou dilatação da soma no registro de ocorrências. Especialmente, repercutem o alarme para a dimensão da vacinação como único meio de conter a doença, impedindo que o vírus se espalhe. Entretanto tem que ser acelerada e eficaz.

Mas o que é o sarampo? É uma doença viral intensa, demasiadamente transmissível que pode ser acompanhada de complicações graves, podendo deixar sequelas como a surdez ou levar a morte. Como a maior parte das doenças de disseminação respiratória, o sarampo é uma doença epidêmica preocupante. Sua transmissão ocorre quando a pessoa infectada tosse, fala, espirra ou respira próximo a outras pessoas, ora não contaminadas. Uma importante observação é o contágio em crianças, oriundo de adultos. Ressaltando o que disse anteriormente, a única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. O diagnóstico é feito somente com exame clínico e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.

Os sintomas do sarampo são mal-estar intenso, febre, perda do apetite, tosse, coriza, conjuntivite, dor no ouvido, manchas brancas na parte interna das bochechas, pneumonia e encefalite. O vírus pode ficar encubado em 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a data do contágio até o surgimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do aparecimento de erupções cutâneas vermelhas por todo o corpo. É importantíssimo saber que após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, especialmente em crianças menores de 5 anos de idade. 

O tratamento é sintomático, pois é uma doença autolimitada, ou seja, contempla a redução e conforto dos sintomas. Contudo, em alguns casos, há necessidade de tratamento para a melhora de imunidade.

A imunização do sarampo é extremamente satisfatória e dispõe de poucas ameaças. Os parâmetros de recomendação da vacina são inspecionados regularmente pelo Ministério da Saúde. Assim, diante do exposto, é fundamental ter noção sobre como funciona essa imunização.

A primeira dose deve ser aplicada nas crianças que completarem 12 meses (1 ano) de vida. A segunda dose é aplicada aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida. Entretanto, há a dose zero: devido ao aumento de casos de sarampo, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem receber uma dosagem extra. Por conta do surto citado, as principais dúvidas sobre a imunização é se nós, adultos, precisamos vacinar. Quais são as vacinas que protegem do sarampo? E as grávidas, podem tomar a vacina? Onde se vacinar?

Recomenda-se que as pessoas que receberam apenas uma dose entre 1 e 29 anos coloquem a imunização em dia. As demais, que tomaram as duas doses, não precisam se vacinar, ou seja, os nascidos até 1989. Para as gestantes, é contraindicada a vacinação, pois a vacina é produzida com o próprio vírus do sarampo, apesar de enfraquecido. A imunização do vírus está disponível de acordo com a idade ou gravidade da epidemia, assim cabe ao profissional de saúde administrar a dosagem compatível a cada indivíduo, entenda: a chamada “Dupla Viral” trata do vírus do sarampo e da rubéola, a “Tríplice Viral” trata o sarampo, rubéola e caxumba, por último a “Tetra Viral” trata o vírus do sarampo, rubéola, catapora e caxumba.

Qualquer cidadão pode e deve procurar as unidades públicas ou particulares para se imunizar. Ressaltando que o SUS oferece vacinas seguras e gratuitas em todo o território brasileiro. Não deixe de se proteger. Também é importante saber que o Ministério da Saúde disponibilizou o contato via WhatsApp para qualquer pessoa tirar dúvidas e obter mais esclarecimentos. O número é (61) 9-9289-4640.

Por hoje é isso, nos falamos no próximo sábado!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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