06/04/2018 às 11h09min - Atualizada em 06/04/2018 às 11h09min

​A fórmula do fracasso

FERNANDO CUNHA | JORNALISTA E PALESTRANTE

“Não posso te dar a fórmula do sucesso, mas a do fracasso é querer agradar a todo mundo”, disse certa vez o ex-presidente norte-americano John F. Kennedy. Por mais que nós tentemos, nunca agradaremos a todos, principalmente no ambiente profissional. Da mesma forma que nos damos o direito de não gostar de algumas pessoas, outras pessoas podem se dar o direito de não gostarem de nós.

Se possuímos certos conhecimentos, habilidades e atitudes que outros não têm, muitos dirão que tivemos sorte. Todo o esforço e anos de dedicação necessários para atingirmos determinado patamar na vida, na maioria das vezes, não são considerados. Diante disso, preferimos nos manter neutros diante das outras pessoas.

O mundo corporativo, altamente competitivo e ambientalmente tóxico, nos coloca numa posição de extrema vigilância e, involuntariamente, somos impregnados pela praga da resignação. Sempre que alguém quer se sobressair a nós, nos sentimos ameaçados. Quando não nos conscientizamos de nossas reais potencialidades, tendemos a cair nas armadilhas da insegurança.

De que adianta desperdiçarmos energia querendo demonstrar a todos que somos detentores de certos “poderes”? Um toque de objetividade na comunicação com as pessoas pode evitar desgastes desnecessários e nos colocar em um patamar de extrema excelência profissional. Sabe como? Delimitando o conteúdo de nossas conversas com as pessoas.

Quando tratamos com subordinados, devemos focar o assunto em conhecimentos. Nossos subordinados querem aprender algo conosco e quando compartilhamos conhecimento, agregamos valor à vida profissional deles. Com nossos pares, o foco deve estar em nossas habilidades e como elas, somadas às habilidades dos outros, podem proporcionar um melhor desempenho em busca de resultados comuns. Já com superiores hierárquicos, o foco é na atitude. Eles querem saber o que podemos oferecer em termos de resultados práticos.

Quem conhece a si mesmo não se importa com a opinião dos outros, a não ser que sejam críticas construtivas. Não devemos perder tempo tentando provar aos outros que não precisamos provar nada a ninguém, parafraseando o poeta, compositor e cantor Renato Russo. Conhecimentos, habilidades e atitudes são os tesouros profissionais que possuímos e que podem nos levar ao topo, desde que saibamos compartilhá-los, no momento certo, com aqueles que lhes darão o devido valor.  
 
 
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