27/08/2020 às 08h44min - Atualizada em 27/08/2020 às 08h44min

Uberlândia fecha mês de julho com saldo negativo na geração de vagas formais

Decréscimo foi maior no setor de Serviços, que sozinho demitiu 537 pessoas na cidade

DHIEGO BORGES

Uberlândia voltou a registrar saldo negativo na geração de empregos formais. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), compilados pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais (CEPES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o município fechou o mês de julho com um déficit (diferença entre admissão e contratação) de 144 vagas e contabilizou 6.232 demissões. No acumulado dos últimos sete meses, o resultado também permanece negativo, com 4.580 postos de trabalho fechados.

A queda foi impulsionada pelo setor da Agropecuária, que registrou saldo negativo de 77 vagas, e principalmente pelo segmento de Serviços, com um decréscimo de 537 no saldo de geração de empregos. De acordo com a economista Alanna Santos, o ramo de Serviços pode ser considerado um dos mais impactados pela pandemia.

“O que mais contribuiu para o saldo negativo de julho foi o setor de serviços, que demitiu mais de 500 pessoas na cidade. A queda está relacionada principalmente com atividades de teleatendimento, educação e alojamento que continuam sofrendo com a pandemia, além de cultura, esporte e recreação”, destacou.

Por outro lado, os setores de Comércio, Construção Civil e Indústria registraram saldo positivo no último mês, com 249, 110 e 81 novos postos de trabalho, respectivamente. Segundo a avaliação da especialista ouvida pelo Diário, no acumulado do ano, a Indústria vem se destacando em Uberlândia, diferente do cenário encontrado em Minas e no Brasil. Enquanto a cidade gerou 461 postos no segmento, de janeiro a julho, Minas e Brasil tiveram queda de 23.485 e 197.543, respectivamente.

“Uberlândia está em uma situação totalmente oposta na Indústria e o que mais gerou emprego foram segmentos relacionados à produção de fumo, gêneros alimentícios e bebidas. Também tiveram destaque por conta da pandemia a fabricação de produtos químicos como sabão, detergente, produtos de limpeza e higiene”, afirmou.
 
MINAS
Em Minas Gerais, o saldo na geração de empregos foi positivo. De acordo com o CAGED, o estado fechou o mês de julho com 15.843 novas vagas. A Indústria teve destaque com a geração de 5.676 postos, seguida pelo setor de Construção, Comércio e Agropecuária, com 5.205, 2.995 e 2.136 vagas, respectivamente.

No acumulado dos últimos sete meses, no entanto, o estado ainda não saiu do negativo e segue com um saldo de menos 102.243 postos de trabalho. Somente o setor de Serviços responde por quase 48 mil demissões em Minas, seguido pelo ramo de Comércio e Indústria, com 46.439 e 23.485 desligamentos, respectivamente. 
 
BRASIL
Em julho, o Brasil também apresentou resultado positivo de mais de 131 mil novas vagas. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor da Indústria, com 53.590 novas ofertas de emprego. O segmento, no entanto, vem de uma queda de quatro meses seguidos e, apesar da recuperação, ainda apresenta saldo negativo de quase 198 mil.

Comércio, Construção e Indústria também tiveram saldo otimista na geração de emprego, assim como a Agropecuária. Mas, o setor de Serviços, assim como em Minas, segue em decréscimo, com menos 15.948 postos fechados. No acumulado do ano, são mais de 536 mil demissões somente neste setor. 


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