12/01/2020 às 09h00min - Atualizada em 12/01/2020 às 09h00min

Banda de músico uberlandense é indicada ao Grammis Sueco

Guilherme Miranda é guitarrista da Entombed A.D., que concorre nas categorias “Melhor Banda” e “Melhor Álbum”

MARGARETH CASTRO
Entombed A.D lançou o álbum “Bowels of Earth” em agosto de 2019, já com Miranda como um dos compositores | Foto: Divulgação
O músico e compositor uberlandense Guilherme Miranda é só orgulho. Ele é o único brasileiro a fazer parte dos indicados para o Grammis Sueco, cuja cerimônia acontece em 6 de fevereiro em Estocolmo, na Suécia, e é a maior premiação da indústria musical do país, comparada ao Grammy. Os prêmios foram criados em 1969 e as cerimonias continuaram até 1972, quando foram canceladas. A retomada aconteceu em 1987. O troféu foi criado pelo renomado ourives sueco, Claës Giertha.

Miranda é guitarrista da Entombed A.D., que conheceu durante turnê em 2015, quando também viaja com sua banda KroW. “Eles precisavam de um guitarrista para fazer um teste em umas datas que aconteceriam posteriormente. Eu me ofereci para fazer e estou aqui até hoje”, conta. Oficializado como músico permanente da banda, Miranda participou de turnês mundo afora, tocando em grandes festivais como Wacken Open Air (Alemanha) e Hellfest (França).

A banda de death metal concorre ao Grammis nas categorias “Melhor Banda” e “Melhor Álbum”, graças ao trabalho lançado em agosto de 2019, “Bowels of Earth”, no qual Miranda aparece também como compositor. Entombed A.D. segue em campanha com este disco até o primeiro semestre de 2021. “Foi um trabalho que entramos de cabeça e toda a banda se dedicou ao máximo. Atravessamos noites compondo em estúdio. A gente acabava às 6h da manhã, ia direto para o aeroporto, tocava em um festival, voltava e depois metade das músicas iam direto para o lixo. Foi uma experiência fantástica”, conta Miranda.

Sobre a indicação para o Grammis, o músico uberlandense diz que está tão ocupado dentro de todo o processo que não tinha se dado conta da importância da indicação e teve uma reação comedida. “Meus amigos brasileiros começaram a me dar os parabéns e falarem que isso é algo sensacional. Geralmente a gente se dá conta de algumas coisas bem depois que elas acontecem”, diz o músico. Miranda completa que no dia da premiação quer encontrar os amigos, bandas e parceiros profissionais para confraternizarem.

A Entombed A.D é formada por Lars Göran Petrov (vocais), Olle Dahlstedt (bateria), Nico Elgstrand (guitarra) e Guilherme Miranda (guitarra). A banda surgiu em 2014 após o fim da Entombed e já lançou três álbuns: “Back to the Front” (2014), “Dead Dawn” (2016) e “Bowels of Earth” (2019).
 
FUTURO
Sobre o futuro, o músico uberlandense Guilherme Miranda diz que os projetos incluem shows, turnês e festivais com a Entombed A.D e a retomada da KroW. “O foco é entregar um álbum ainda este ano. Temos mais da metade do disco composto e estamos trabalhando nisso no momento”, adianta.

O músico diz que nunca deixou de fazer parte da KroW, mas precisava dar um tempo, pois o grupo estava bem cansado. “A intenção era respirar novos ares e escrever algo novo. Mas, com o lance da Entombed A.D. tudo virou uma loucura e assim deixamos a banda na geladeira até as coisas se encaixarem”, explica Miranda.

A KroW, assim como a Entombed A.D. é estilo death metal, mas com algumas diferenças, segundo Miranda. A banda voltou a se reunir em dezembro do ano passado e agora em 2020 vai lançar o novo álbum. “Conciliar os dois trabalhos é quase impossível, aliás, conciliar qualquer atividade com banda é uma tarefa complicada, e com o passar dos anos isso só piora. Mas, a gente vai em frente, organiza tudo e não para de trabalhar”, diz Guilherme Miranda. 












 
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