08/01/2020 às 08h37min - Atualizada em 08/01/2020 às 08h37min

Mais de 100 propostas são selecionadas pela PMIC e terão investimentos de R$ 5,6 milhões

Resultado foi publicado no Diário Oficial do Município, na segunda-feira (7) e contemplados devem comparecer à Prefeitura

MARGARETH CASTRO
A artista e escritora Lioniza Goyá tem projeto contemplando e lança em novembro o livro “Leila Bella do Arco-da-Velha” | Foto: Divulgação

Divulgado na edição de segunda-feira (7) do Diário Oficial do Município, os projetos culturais selecionados para participar do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC), exercício de 2020. Dos 298 projetos inscritos, foram selecionados pela Comissão de Avaliação e Seleção (CAS) 116 propostas, sendo 97 no Fundo Municipal de Cultura e 19 no Incentivo Fiscal.

O edital para o exercício de 2020 foi lançado em 17 de julho. Assim como em 2019, a iniciativa da Secretaria Municipal de Cultural destinará um montante de R$ 5,6 milhões para serem investidos nos projetos, sendo R$ 3,1 milhões oriundos do Fundo Municipal de Cultura e R$ 2,5 milhões do Incentivo Fiscal.

Os projetos contemplam artes visuais, audiovisual, história em quadrinhos, design, fotografia, comunicação, circo, jogos virtuais, literatura, cultura afro-brasileira, dança, contação de histórias, música, teatro, patrimônio cultural e outros segmentos. Todos os aprovados serão notificados via e-mail para comparecerem à Oficina de Orientação aos Proponentes, em data a ser estabelecida pela Secretaria Municipal de Cultura. O comparecimento pessoal do proponente é indispensável e deverá ser confirmado pelo telefone (34) 3239-2952 ou pelo e-mail: [email protected]

MAIS APROVAÇÃO
O número de projetos contemplados tem aumentado. Em 2018, foram 65 aprovados, 2019 foram 109 e agora, em 2020, 116 propostas beneficiadas.  “Quem ganha com isso, além dos próprios artistas, é a comunidade, que está tendo acesso a produções culturais de qualidade e em um valor acessível”, acrescentou a secretária municipal de Cultura, Mônica Debs.

A editora Ivone Gomes de Assis parabeniza aos aprovados, mas diz que fica triste em observar o pequeno número de projetos aprovados no setor da Literatura. E ela não acredita que seja uma questão da seleção dos projetos estar mais rigorosa, mas pela insuficiência financeira. “É uma pena que a Literatura seja tão esquecida. Como se não bastasse, ainda é unificada a Contação de Histórias. Isso é como unir Música e Ópera, o que diminui muito as chances dos proponentes”, avalia.

Ivone de Assis diz que todos os anos vê projetos incríveis, de doutores da área proposta, serem reprovados. “Creio que há um número de aprovados, conforme os desejos e critérios da CAS e o dinheiro acaba, então, há que se reprovar os outros, porque sem dinheiro, não há o que fazer”, conclui.
 
CONTEMPLADA

Lionizia Goyá lançará livro infanto-juvenil graças ao PMIC
Pela terceira vez, das quatro que se inscreveu, a artista visual e escritora infanto-juvenil Lionizia Goyá teve o seu projeto contemplado no Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC), exercício de 2020. Ela conta que a única vez que saiu da categoria infantil não teve sua proposta aprovada, mas que este será o terceiro livro publicado com o recurso disponibilizado. Ela conta que o Programa ajuda os artistas a divulgarem seus trabalhos, além de gerar oportunidades e respaldar a qualidade do trabalho apresentado. “Fui convidada para apresentar o livro na Flipoços (Feira Literária de Poços de Caldas) e também para vários eventos fora do país”, diz.

Lionizia Goyá conta ainda que os outros dois livros que publicou pelo PMIC, “Branca e o Arco da Aliança”, em 2014, e “Bruna, Una, Luna”, de 2018, estão na Biblioteca Susana Ventura, em Osaka, Japão. Com esta aprovação em 2020, Lionizia Goyá deve lançar em novembro, na Casa da Cultura, o livro infanto-juvenil “Leila Bella do Arco-da-Velha”. Como trabalha com artes visuais, a escritora leva para a literatura um pouco da pintura e das cores. “Costumo dizer que pinto com as letras e brinco com os pincéis”, afirma.

 A obra conta a história de uma princesa negra, que mora em um mundo superior. Ela joga sementes na terra, que formam o arco-íris. “Trabalho com 10 cores no livro, sendo as primárias, secundárias, as não-cores (preto, e branco) e o rosa, que surgiu da mistura do branco com o vermelho e com o cerrado novamente”, revela. 






 
 
 

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