22/11/2018 às 09h08min - Atualizada em 22/11/2018 às 09h08min

Punk rock pop norteia o segundo CD da banda uberlandense Odidodi

Compositor, guitarrista e vocalista Jean Muller fala sobre a nova fase do grupo que ele iniciou em 2015

IGOR MARTINS*
André Fajarda, Marcio Torella, Jean Muller e Hélio HC integram a Odidodi | Foto: Divulgação
“One, two, three, four! Hey ho, let’s go!”. “Should I stay or should I go?”. Se você não leu isso no ritmo da música, de duas, uma. Ou você é extremamente jovem, ou é bem provável que o seu gosto musical esteja muito distante das vertentes do rock. Estas frases musicais, para os que não sabem, são das canções “Blitzkrieg Bop”, do Ramones, lendária banda de punk rock surgida na década de 70 em Nova York (EUA), e “Should I stay or should I go”, do grupo britânico The Clash, uma das primeiras bandas do estilo no Reino Unido.

 Foi seguindo o legado do punk rock deixado por bandas como estas que o músico Jean Muller criou a bana Odidodi, em 2015, no esquema “one man banda”, a princípio, considerando que Jean era integrante único quando gravou o primeiro CD. Agora sai o segundo, “Não vamos falar sobre garotas” (Queijo Corps), porém, em 2018 o projeto do compositor de 27 anos tomou novos ares e já conta com mais três integrantes. Além de Jean Muller na voz e guitarra integram a Odidodi Hélio HC, na bateria, Marcio Torella, no baixo, e André Fajarda, na guitarra solo.

Jean começou a sua trajetória no mundo da música aos 14 anos, quando entrou para uma banda de covers da cidade. Desde então, o uberlandense afirmou ter passado por diferentes grupos, até que resolveu criar o seu próprio projeto musical, com músicas autorais. “Criei a Odidodi e convidei vários músicos para participarem, mas ninguém se interessou. Foi aí que eu falei pra mim: ‘Ah, quer saber? Eu vou criar ela sozinho mesmo’”, disse o compositor.

Demorou pouco tempo desde a sua criação para o primeiro álbum ser produzido. “Realidade” foi lançado em 2016. De acordo com ele, o disco segue a vertente de um punk rock mais pesado, contando ainda com uma pegada de grunge. “É um lado que eu gosto muito. Gosto de umas letras mais inteligentes às vezes”, brincou o músico. Afinal, se comparados os dois trabalhos são muito diferentes.

Compor, produzir, gravar, fazer a mixagem e ainda divulgar a própria banda foram apenas algumas das tarefas que Jean Muller teve ao longo de quase três anos. De acordo com o músico uberlandense, a realidade da banda mudou muito com a chegada dos novos integrantes. “Hoje as coisas ainda são difíceis, mas muito mais tranquilas. As chegadas do André, do Hélio e do Torella permitiram uma maior divisão de tarefas. Eles têm mais experiência porque são mais velhos, também já tiveram outras bandas e eu acabo aprendendo muito”, disse Jean, em entrevista concedida na redação do Diário de Uberlândia.
 
GAROTAS
 
Buscando um disco mais aceitável e comercial que “Realidade”, o álbum “Não vamos falar sobre garotas”, disponível em todas as plataformas digitais, foi lançado em outubro. Contrariando o título, as 20 músicas compostas por Muller que figuram no disco são inspiradas em mulheres. “Este álbum foi pensando em um lado mais pop, o pop punk, que segue a ideia de bandas como o Blink 182 e o CPM22. Este tipo de disco hoje é necessário. É mais acessível e mais comercial do que o punk rock pesado”.

A ideia do quarteto da Odidodi agora é a de seguir a risca o principal lema que fez com que o punk rock chegasse ao mainstream e aos ouvidos de toda a sociedade: o “do it yourself”, ou em português, “Faça você mesmo”. “O importante é a gente fazer acontecer. Já estamos pensando em um próximo álbum, tenho muita coisa praticamente pronta, mas sei que   preciso controlar a ansiedade e pensar em divulgar mais o CD atual”, disse Jean. Em outubro e novembro eles fizeram os primeiros shows e entre as conquistas está o segundo lugar no 2º Festival Rock n´Beer.

*APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
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