16/05/2018 às 17h15min - Atualizada em 16/05/2018 às 17h15min

Exercícios simples também aumentam o bem-estar

Qualidade de vida cresce com rotina de atividades de baixa intensidade

FOLHAPRESS | SÃO PAULO
Exercícios como caminhada podem melhorar em até 17% a qualidade de vida da pessoa | Foto: Lula Marques/Agência PT
  
Praticar atividades de baixa intensidade ajuda a melhorar a qualidade de vida. Segundo estudo divulgado pelo British Journal of Sports Medicine, no Reino Unido, onde foram avaliados 8 mil pessoas, em 24 cidades, nas quatro últimas décadas, essa melhora chega a ser de 17%. E as atividades são as mais simples que uma pessoa possa imaginar, como passear com o cachorro, limpar a casa e até arrumar plantas.

"São atividades que fazem toda a diferença. Caminhar todos os dias, movimentar braços e pernas, já é alguma coisa. E tirar a pessoa do sedentarismo é essencial para a saúde mental", diz Roberto Rached, fisiatra do Hospital das Clínicas. "Vamos supor que a pessoa mexe em um vaso, tira de um lugar e coloca em outro. Ele está trabalhando a musculatura da coxa, do glúteo. Isso aumenta a circulação sanguínea, melhora o padrão muscular da coluna, tornando o paciente mais ereto", completa.

Essas atividades ainda ganham mais importância quando a pessoa é idosa. Com o tempo, o músculo vai atrofiando e a pessoa perde mobilidade. Os ossos também perdem força, com mais chances de surgir uma osteoporose (doença óssea). "A pessoa tem que fazer alguma atividade. Evidente que não se deve começar com alta intensidade. Mas que comece a se exercitar, mexer a articulação. Mexer os músculos é extremamente importante por causa da diminuição da força muscular", explica Marcelo Sobral, cirurgião cardíaco da Beneficência Portuguesa.

Além da atividade física, Sobral destaca a importância do consumo de água no cotidiano do idoso. "Um dos problemas é a hidratação. Os idosos consomem pouca água. É importante estar sempre procurando se hidratar, e também fazer uma dieta rica em proteínas."

TECNOLOGIA

A tecnologia chegou para facilitar, mas, ao mesmo tempo, ela também se torna um vilão para a saúde.

"Hoje há uma acomodação maior, principalmente entre os jovens. Antigamente, a molecada ficava na rua, jogando bola, brincando. Hoje fica no celular, sentando no sofá, engordando", diz o cirurgião Marcelo Sobral.

"O idoso ainda vem da época onde se fazia esforço, procura ir a pé à padaria."
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