03/02/2018 às 05h05min - Atualizada em 03/02/2018 às 05h05min

Fevereiro marca a luta contra o câncer e alerta para leucemia

DA REDAÇÃO

O segundo mês do ano é conhecido como Fevereiro Laranja e considerado o Mês de Combate à Leucemia, um tipo de câncer do sistema sanguíneo. Além disso, neste domingo (4), é lembrado o Dia Mundial do Câncer. Essa data foi criada em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a doença, que mata mais de oito milhões de pessoas todos os anos no mundo.

As Leucemias se iniciam com mutações dos glóbulos brancos que começam a se proliferar de maneira desorganizada e acelerada. Elas podem ser agudas ou crônicas, sendo mais graves as formas agudas em adultos e idosos.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a Leucemia é o 9º câncer mais comum no Brasil entre os homens e o 11º entre as mulheres. A última estatística realizada pelo Instituto, em 2016, registrou 10.070 casos naquele ano, sendo 5.540 em homens e 4.530, em mulheres.

Segundo o hematologista do hospital Santa Genoveva, Virgílio Farnese, as leucemias acometem todas as idades. “A Leucemia Linfoblástica é o câncer mais comum na infância, atingindo com mais frequência a faixa etária dos dois aos cinco anos de idade, mas também pode acometer crianças até um ano de idade e, em menor frequência, adultos jovens e idosos Com o envelhecimento, a Leucemia Mielóide Aguda e os tipos crônicos passam a ser as mais comuns.”  Atualmente, com o avanço no tratamento, ainda segundo Farnese,  as chances  de cura podem chegar a 90%.

O médico explica que as leucemias agudas são tratadas com quimioterapia e o transplante de medula óssea é reservado para casos de alto risco ou para aqueles em que a doença não responde ao tratamento inicial.

Os principais sintomas da Leucemia decorrem do acúmulo dos glóbulos brancos doentes, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias). O paciente pode apresentar ainda aumento dos gânglios linfáticos, febre, suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal, dores nos ossos e nas articulações.
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